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Ex-patrão do BES sem recursos económicos

Defesa de Ricardo Salgado contestou perigo de perturbação de inquérito.

20 de maio de 2017 às 01:30

Ricardo Salgado alega estar numa "situação de insuficiência económica", argumento que foi utilizado pela sua defesa no interrogatório da Operação Marquês em que foi constituído arguido, para contrariar o perigo de perturbação de inquérito.

"O arguido encontra-se reformado, não ocupando, nem exercendo, quaisquer atividades profissionais ou empresariais, nem tão-pouco cargos em instituições, que possam justificar um qualquer alegado receio de influenciar ou condicionar terceiros, que suporte a alegação de um perigo de perturbação de inquérito, o qual é manifestamente existente", defendeu o advogado Francisco Proença de Carvalho, em resposta à posição do Ministério Público.

"Idêntica conclusão resulta da situação de insuficiência económica do arguido (...). Mais uma vez, isto determina a impossibilidade de perturbação do inquérito", acrescentou o advogado do antigo patrão do Grupo Espírito Santo, lembrando que a alegada insuficiência económica já tinha sido demonstrada no âmbito de outro processo - Salgado é também arguido no caso Monte Branco e nos inquéritos BES/GES.

Num dos casos esteve preso em casa e o juiz Carlos Alexandre aplicou-lhe uma caução de três milhões de euros, que acabou reduzida a metade também devido à alegada insuficiência económica. No caso Marquês, Ricardo Salgado ficou em liberdade, com proibição de contactos e de se ausentar do País.

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