Presidente da República visitou campo de refugiados em Tebas, distribuiu afeto e tirou selfies.
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O Presidente da República vestiu esta terça-feira o fato de Presidente dos afetos no último dia da visita de Estado à Grécia, durante uma deslocação a um campo de refugiados em Tebas, a cerca de cem quilómetros de Atenas.
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Enquanto percorria o edifício principal do centro, Marcelo Rebelo de Sousa teve uma curiosa companheira de percurso: Sidra, uma jovem adolescente que assim que se aproximou do Chefe de Estado lhe sussurrou baixinho: "Temos um problema. A minha mãe está doente." O gesto da menina comoveu Marcelo, que a beijou na testa e seguiu o resto da visita com a criança pelo braço.
Benaz Omer era engenheira civil no Iraque e está há oito meses no campo de Tebas com o marido, também licenciado, e os dois filhos pequenos, de oito e cinco anos. Também com ela Marcelo esteve longamente à conversa.
Benaz explicou só querer trabalhar e poder, de forma legal, deslocar-se em segurança com a família para um país europeu que a acolha. O Presidente trouxe por isso o currículo da antiga engenheira civil para tentar perceber se o perfil da família se enquadra no próximo programa de refugiados que Portugal vai acolher. "Não posso prometer nada", avisou Marcelo.
Durante cerca de uma hora de visita, o Presidente foi distribuindo sorrisos, abraços e tirando selfies, ao estilo a que já habituou os portugueses.
Jovens voluntários portugueses ajudam na Grécia
Marcelo visitou ainda um abrigo do Serviço Jesuíta aos Refugiados, onde vários portugueses fazem voluntariado. Pedro contou que as pessoas "fugiram da guerra e passaram por mil e uma coisas". "Só querem que lhes facilitemos as coisas, não pedem mais nada."
PORMENORES
Campo acolhe 636 pessoas
O campo de refugiados de Tebas foi criado em junho de 2017 para recolocar parte dos migrantes e refugiados que estavam nas ilhas gregas. Tem 65 contentores e um pavilhão central onde estão organizados serviços de ensino e de saúde. Alberga 636 pessoas, cerca de 250 das quais menores.
Desespero da espera
Após visitar o Serviço Jesuíta aos Refugiados e escutar os relatos dos voluntários portugueses e das pessoas ali acolhidas, Marcelo reconheceu que "quem espera desespera" e que essa é a situação de muitos dos que ficam meses à espera nos campos sem solução política europeia à vista para a resolução do problema da crise migratória.
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