Candidatos à liderança do PSD esgrimiram argumentos em debate televisivo.
1 / 2
Os candidatos à liderança do PSD afirmaram esta quarta-feira querer vencer as legislativas, mas enquanto Rio admite viabilizar um Governo socialista minoritário, para "afastar BE e PCP" do poder, Santana só aceita voltar a essa prática depois de "acordo escrito".
No segundo debate televisivo, na TVI, que decorreu num tom mais sereno que o da semana passada na RTP, o ambiente entre os candidatos 'aqueceu' na parte final, quando questionados sobre qual será a posição do PSD em 2019 em caso de vitória do PS sem maioria absoluta.
"O PSD vai para ganhar, ponto. Mas, não vou ser politicamente hipócrita e dizer que ganhamos de certeza, entendo que o PSD deve ser coerente com o ataque que faz hoje a António Costa porque não deixou Passos Coelho ser primeiro-ministro (...). Prefiro que ele esteja amarrado à Assembleia como um todo do que apenas à esquerda", afirmou Rui Rio.
"Pelo interesse nacional, temos de evitar que o BE e o PCP continuem na esfera do poder", disse Rui Rio, considerando que tal só é possível se o PSD deixar passar um executivo socialista.
Por seu turno, Santana Lopes frisou que "foi rompida a prática constitucional" de que quem ganha as eleições governa.
"António Costa não pode enganar o PPD/PSD (...). O PS tem de voltar a provar que está de acordo com esta prática constitucional. Admito um dia conversar sobre o assunto, mas com acordo escrito", afirmou, sublinhando que, se esta regra se mantivesse válida, "Passos Coelho era primeiro-ministro".
Para Santana Lopes, "não tem pés nem cabeça" o PSD viabilizar um eventual governo minoritário do PS apenas para honrar o seu passado.
"O que estás a dizer é para votarem útil no PS", alertou Rui Rio.
"O teu problema é a falta de confiança nas possibilidades próprias, o teu principal alvo nestas diretas era derrotar Pedro Passos Coelho, eu vim para derrotar António Costa. Tu queres mudar o PSD, eu vim para mudar o país", respondeu Santana Lopes.
O início do debate foi novamente virado para o passado, mas desta vez foi Rui Rio quem trouxe recortes de entrevistas do seu adversário, onde Santana Lopes criticava o ainda presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ou em que este elogiava e era elogiado por António Costa.
Santana Lopes admitiu que, de início, teve "as maiores reservas" em relação a Passos Coelho, mas salientou que este superou as suas expectativas. Quanto a António Costa, enquadrou esses elogios na renovação do mandato à frente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Já Rui Rio salientou que as divergências que teve com Pedro Passos Coelho aconteceram, sobretudo, enquanto presidente da Câmara do Porto, acrescentando que foi também nessa qualidade que teve mais proximidade com António Costa, quando este presidia à autarquia da capital.
"Nós não podemos ser vidrinhos", afirmou Santana Lopes, questionado sobre a troca de acusações pessoais que tem marcado a reta final da campanha para as diretas do PSD, dizendo ser importante "separar as águas" sobre as posições dos candidatos em alguns assuntos.
Rui Rio foi confrontado com elogios que fez, em 2004, ao governo de Santana Lopes, do qual agora recorda "as trapalhadas", justificando-se com a lealdade que lhe devia enquanto vice-presidente.
"Eu fui sempre leal aos líderes todos do partido, também lhe fui a ele", afirmou Rui Rio, mas reiterando que, se for Santana Lopes o líder do PSD e candidato a primeiro-ministro, tem dúvidas que o povo português lhe dê "uma nova oportunidade".
Santana Lopes acusou o seu adversário de dizer "sempre o contrário do que pensa", confrontando-o com uma intervenção que fez a seu favor, já depois da queda do seu Governo, na campanha para as legislativas de 2005.
"Se tinhas tantas discordâncias podias não ir falar (...). Passas a vida a dizer o contrário daquilo que pensas, isso é uma maçada", afirmou.
Pelo contrário, Rui Rio reclamou a sua coerência neste e noutros assuntos.
"Eu disse sempre a mesma coisa, relativamente àquilo que foi a atitude do doutor Jorge Sampaio tinha dado mais tempo. Agora, a seguir fomos para eleições e o PS ganhou com maioria absoluta, a atitude do doutor Jorge Sampaio acabou por ser legitimada pelos portugueses", afirmou, no segundo e último debate televisivo entre os dois candidatos.
Rui Rio e Pedro Santana Lopes voltam a enfrentar-se em novo debate na rádio já na quinta-feira às 10:00, realizado pela Antena 1 e TSF, a apenas dois dias das diretas do próximo sábado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.