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Aterra avioneta no IC8 e foge a ordem da GNR

Caso foi resolvido com 4500 euros de multa ao piloto.

06 de fevereiro de 2018 às 01:30

O piloto que em 2010 aterrou uma aeronave sem combustível em pleno IC8, em Ansião, foi agora multado em 4500 euros por "descolagem em local não certificado sem o conhecimento prévio da Autoridade Aeronáutica" e por "falta de notificação do incidente". É que, após aterrar sem fazer vítimas - por acaso não passavam carros -, o instrutor do Aero Clube de Leiria conseguiu que lhe abastecessem a aeronave e desobedeceu à ordem da GNR para não descolar. Escapou por um caminho paralelo à estrada principal.

A decisão foi do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, para o qual o piloto recorreu da multa de 8 mil euros aplicada pela Autoridade Nacional da Aviação Civil. Os juízes deram como provada a "prática dolosa, subsequente àquela manobra de emergência, de duas contraordenações aeronáuticas civis".

O incidente ocorreu a 4 de julho de 2010, às 14h43. O Cessna 152 ficou sem combustível e o piloto instrutor (levava aluno) aterrou de emergência nas faixas de rodagem do IC8, junto ao Parque Empresarial do Camporês. Avisou apenas o aeródromo de Leiria para onde ia antes do acidente. Foi a GNR, chamada por populares, quem notificou o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, que autorizou apenas "o desmantelamento das asas e o transporte da aeronave para o aeródromo de Leiria [em viatura], onde daria sequência à investigação".

O piloto queria usar o IC8 para descolar e foi proibido pela GNR, que ajudou a levar o Cessna para o parque industrial para libertar a estrada. Como o piloto deu garantias que iria usar o transporte em viatura, a GNR saiu. Mas ainda antes de chegar ao posto foi sobrevoada pela aeronave, que descolou de um caminho.

PORMENORES

Cúmulo jurídico

Pela descolagem em local não certificado sem o conhecimento prévio da Autoridade Aeronáutica, a multa foi de 3600 €. A falta de notificação da aterragem de emergência custa 2200 €. O cúmulo jurídico foi fixado em 4500 €.

Voou logo de seguida

O Cessna voou nos dias seguintes. O piloto só comunicou o acidente ao GPIAA no dia 5 à noite. O homem, então com 58 anos, português, tinha 3583 horas de voo.

Mau planeamento

O piloto aproveitou uma reta de 800 metros no IC8 para aterrar. A investigação concluiu que o acidente se deveu a um mau planeamento, por parte do piloto, da quantidade de combustível.

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