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Chave desaparece sem explicação

Sogra de Saltão não sabe o que aconteceu às chaves da vítima.

13 de junho de 2017 às 11:00

O desaparecimento das chaves da casa de Filomena Gonçalves, de 80 anos, assassinada a tiro em 2012 em Coimbra, foi ontem abordado no julgamento de Ana Saltão, inspetora da PJ acusada do crime. As chaves estavam entregues a Rosa Gonçalves Pedro, filha da vítima e sogra da arguida, e desapareceram antes do homicídio.

Rosa Gonçalves Pedro, ouvida ontem no Tribunal de Coimbra, não conseguiu explicar o que aconteceu às chaves que disse ter visto pela última vez em fevereiro de 2012 e só se apercebeu de que tinham desaparecido na noite do crime, em novembro. "Disse que deixava as chaves sempre no mesmo local. Então alguém as tirou de lá?", questionou o juiz presidente. "Não sei se as perdi", respondeu. A acusação refere que terão sido levadas de casa por Ana Saltão.

Rosa Gonçalves Pedro confirmou que inicialmente o filho, casado com a arguida e também ele inspetor da PJ, estava convencido de que a mulher era a autora do crime, assim como defendia que o caso "estava bem entregue" à equipa de investigação. Mudou de opinião, na sua versão, quando um dos inspetores "disse que se ele não estivesse de acordo com eles podia perder o sustento da filha".

Na sessão falou ainda da herança superior a 111 mil euros, depositados numa conta bancária, que recebeu após a morte da mãe, da venda da casa da idosa por 50 mil euros, em 2013, e garantiu que, em vida, não entregaria o dinheiro ao filho. "Está no banco", disse.

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