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Mesquita põe câmara a pagar dívida da filha

MP diz que ex-autarca engendrou esquema de expropriação para ajudar filha e genro.

21 de março de 2017 às 08:39

O antigo presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, tentou, a poucos meses de abandonar o cargo, que a autarquia pagasse os quase três milhões de euros que a empresa Castro e Castro Rodrigues II, de que era sócio-gerente o seu genro José Pedro Castro, devia ao Millennium BCP. Essa é a convicção do Ministério Público, que acusou o ex-autarca e outros cinco vereadores do PS (Victor de Sousa, Hugo Pires, Palmira Maciel, Ilda Carneiro e Ana Paula Pereira) de abuso de poder e participação económica em negócio.

Segundo a acusação, em 2013, Mesquita Machado quis, através da expropriação dos terrenos anexos às Convertidas, evitar que o seu genro e a sua filha, Ana Catarina, perdessem o seu património pessoal, que tinha sido apresentado como garantia do empréstimo de dois milhões de euros (quase três milhões com juros).

O Ministério Público diz mesmo que o antigo autarca convenceu os seus vereadores a deslocalizar a edificação da pousada da juventude do Convento de S. Francisco, em Real, para as Convertidas, no centro da cidade, justificando assim a expropriação dos terrenos. Sublinha ainda que propôs pagar quatro vezes mais do que o valor real dos terrenos, que rondaria os 700 mil euros.

De resto, a acusação agora deduzida sublinha que a edificação da pousada em Real custaria 372 mil euros, enquanto a sua instalação nas Convertidas oneraria a autarquia em mais de sete milhões de euros. Contactado pelo Correio da Manhã, o ex-autarca não quis prestar declarações.

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