Presidente da Liga dos Bombeiros faz leitura do mapa de fogos.
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O presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, considerou esta sexta-feira que há uma "onda terrorista devidamente organizada", que provoca incêndios florestais, mas julga que devia ter sido antecipado o pedido de ajuda de meios aéreos.
Depois de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Jaime Marta Soares não classifica de incompetência política o tempo em que foi feito pelo Governo o pedido de ajuda dos meios aéreos, mas admite ter sido "um erro estratégico".
Sobre o que diz ser uma "onda terrorista" que provoca os incêndios florestais, o presidente da Liga considera impossível haver ignições de fogo com uma frente tão vasta como as que se têm verificado nestes últimos fogos na zona norte e centro do pais e Madeira.
Marta Soares lembrou que 98 por cento dos fogos florestais têm mão humana e que, no seu entender, 75% desses serão de origem criminosa.
O responsável da Liga espera que, depois deste período de incêndios, sejam efetivamente tomadas decisões políticas de verdadeira prevenção dos incêndios, para que se evite repetir todos os anos as mesmas discussões, sem consequências.
Uma das propostas da Liga dos Bombeiros é a criação de um observatório nacional para os incêndios florestais, que analisa as diversas questões no que respeita quer à prevenção quer ao combate aos fogos.
"Há uma negligência criminosa em não se levarem por diante projetos de reflorestação", disse Marta Soares, como um dos exemplos do que não tem sido feito em Portugal.
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