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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Vítima da Máfia de Braga foi estrangulada por bruxo em armazém

Confissão de Hélder Moreira vale como prova.

28 de setembro de 2017 às 08:28

A confissão foi feita por Hélder Moreira no inquérito e foi ontem lida no Tribunal de São João Novo, no Porto, no julgamento da Máfia de Braga. São sete páginas de um depoimento em que o dono do armazém, onde o cadáver do empresário foi dissolvido, revela que foi o ‘bruxo da Areosa’ que tirou a vida a João Paulo Fernandes.

"Hélder Moreira revelou que a morte ocorreu no armazém, sendo-lhe dito pelo Manuel/ ou Filipe que o Paulino estrangulou a vítima enquanto estava amarrada", diz o auto de interrogatório do arguido, que foi ouvido pela PJ e pelo procurador.

Hélder revelou ainda que, para além do bruxo, no homicídio participaram Rafael Silva e os irmãos Adolfo e Manuel Bourbon. Garante que não assistiu ao crime, mas que ainda viu "o cadáver dentro de um bidão". O depoimento, prestado em outubro de 2016, foi lido a pedido do Ministério Publico, já que o arguido tem permanecido calado. É válido como prova.

Esta decisão foi contestada pelos advogados de defesa, que tentaram anular a confissão invocando que o primeiro defensor do arguido se ausentou durante o interrogatório. O testemunho de Hélder foi confirmado pelo de Joaquim Ferreira, que foi chamado ao armazém para ajudar na limpeza. Disse que os suspeitos tinham fatos brancos e máscaras. "Fui ao armazém picar o chão e o Hélder disse ‘sabes o que passou aqui?’. Eu perguntei se tinha lá estado um corpo e ele acenou afirmativamente", contou.

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