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Bispo investiga fraude de milhões na Cáritas

Padre com formação em direito canónico foi nomeado instrutor de processo.
Por Secundino Cunha e Tânia Laranjo|15.11.17
O bispo de Vila Real, D. Amândio Tomás, instaurou um processo canónico ao padre Ernesto Lúcio, que é suspeito de ter desviado uma verba próxima dos 1,5 milhões de euros da Cáritas Diocesana. A abertura do processo estaria já em preparação, mas só ontem, após a notícia do CM, avançou em termos formais. A acusação de paternidade é tratada de outra forma: essa tem, por parte das dioceses, procedimento disciplinar específico.
Bispo investiga fraude de milhões na Cáritas

Quanto ao processo canónico, decorrerá em Vila Real, sendo a decisão competência exclusiva do bispo. Ao que o CM apurou, D. Amândio nomeou como instrutor um padre com formação em direito canónico, que terá por missão a averiguação da veracidade das acusações.

Trata-se de um processo paralelo ao que decorre no Ministério Público e terá como objeto as suspeitas de desvio de dinheiros.

O sacerdote já se tinha despedido das paróquias no Dia de Todos os Santos, dias depois de ter solicitado ao bispo um ano de licença sabática. Admitiu aos paroquianos ter feito "umas asneiras", mas negou ao CM as acusações de desvio de fundos da Cáritas. O seu advogado admitiu depois que as acusações têm origem em "guerras políticas".

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