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Centros de inspeção fecham sem vistoria

Instituto alega que modernização não foi realizada no período de dois anos, mas não verificou conclusão das obras.

25 de junho de 2017 às 09:24

Seia, Figueira da Foz e Ponte de Lima foram os primeiros Centros de Inspeção Técnica de Veículos a fecharem portas, após a decisão de novembro do ano passado do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) de encerrar 14 unidades com o argumento de que não concluíram as obras de modernização em dois anos. O IMT não efetuou, porém, qualquer verificação da conclusão dos trabalhos.

Uma decisão que para o presidente da Associação Portuguesa de Inspeção de Automóveis (APIA), Paulo Noguês, representa "prejuízos não apenas para o grupo detentor dos centros e trabalhadores, mas também para as populações que ficaram com maior dificuldade em fazer a inspeção periódica obrigatória".

Paulo Noguês diz tratar-se de "uma questão administrativa, em que o IMT entende que o pedido de verificação das condições não foi efetuado dentro do tempo determinado e que não está relacionada com a qualidade do serviço prestado".

A APIA possui uma leitura diferente do IMT sobre a Lei nº 11/2011. Entende a associação que "os centros de inspeção aprovados há décadas não se encontram sujeitos ao mesmo regime legal de aprovação dos novos centros". Segundo a associação, o IMT deveria efetuar a verificação e caso as obras não estivessem bem executas, "o concessionário seria informado de que dispunha de um prazo de 30 dias para a sua correção".

Ao CM, a explicação avançada pelo IMT foi que a decisão foi tomada porque "o não cumprimento do prazo importa automaticamente a caducidade dos respetivos contratos de gestão independentemente de qualquer vistoria realizada".

O grupo CIMA - Centro de Inspeção Mecânica em Automóveis e Inspecentro, visado pelo fecho dos 14 centros, recorreu da decisão no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.

Pormenores

Decisão para encerrar

Com o objetivo de impedir o fecho dos centros, o grupo CIMA colocou várias providências cautelares. A decisão foi desfavorável com o consequente encerramento dos centros na Figueira da Foz, Seia e Ponte de Lima.

Tribunal mantém abertos

Em Castelo de Paiva, Darque (Viana do Castelo) e Elvas o entendimento dos tribunais foi diferente tendo sido aceites as providências cautelares. Os juízes alegam que centros só poderão ser encerrados depois de os técnicos do IMT verificarem que as obras não foram feitas.

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