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Isabel Mota eleita presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

Artur Santos Silva, de 75 anos, não pode ser reconduzido.

07 de dezembro de 2016 às 17:17

A administradora Isabel Mota foi esta quarta-feira eleita presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa, sucedendo no cargo a Artur Santos Silva, revelou à agência Lusa fonte oficial.

De acordo com um comunicado da FCG, a nova presidente da Fundação Calouste Gulbenkian foi eleita por unanimidade na reunião do conselho de administração da entidade, e iniciará funções a 03 de maio de 2017, data em que termina o mandato do atual presidente, Artur Santos Silva.

Isabel Mota, membro executivo do Conselho desde 1999, "foi eleita por voto secreto, depois de ter aceitado apresentar-se à votação do conselho, por solicitação unânime dos seus colegas", indica a fundação.

Nos termos da política da FCG, Artur Santos Silva, de 75 anos, não pode ser reconduzido.

Isabel da Mota é a primeira mulher a presidir a Fundação Gulbenkian

Licenciada em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, da Universidade Técnica de Lisboa, em 1973, desempenha funções no Comité de Supervisão da Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation.

Desde julho do ano passado, é membro não executivo do conselho de administração do Banco Santander-Totta.

O percurso profissional de Isabel Mota iniciou-se logo após a licenciatura, em 1973, como assistente do Instituto Superior de Economia, funções que desempenhou até 1975.

Em 1977 assumiu o cargo de administradora do Instituto para a Formação de Executivos, da Universidade Nova de Lisboa.

De 1978 a 1986, foi subdiretora-geral do Gabinete para a Cooperação Económica Externa, do Ministério das Finanças e, em 1986, foi conselheira na Representação Permanente de Portugal, em Bruxelas.

Sob a liderança de Aníbal Cavaco Silva, nos XI e XII Governos constitucionais, foi secretária de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, com a tutela das negociações com a União Europeia dos Fundos Estruturais e de Coesão, para Portugal.

Isabel Mota tem desempenhado diversas funções, fez parte do conselho geral da Telecel/Vodafone (2001-2003), da Comissão Estratégica dos Oceanos (2003-2004) e coordenou a elaboração da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (2004).

A próxima presidente da FCG, fez parte do Conselho Económico e Social (2010-2016) e do Comité de Especialistas do Ministério do Desenvolvimento Regional (2013).

Até 2014 fez parte do júri do Prémio Carreira da Universidade Católica de Lisboa.

É um dos jurados dos prémios Jacques Delors, de Inovação COTEC/BPI, e de Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa da COTEC.

Desde 2011, é vogal do Conselho das Ordens Honoríficas Portuguesas.

A economista foi agraciada com a Medalha de Serviços Distintos grau Ouro do Ministério da Saúde, recebeu o Prémio Dona Antónia Ferreira e foi distinguida com os graus de Grande Oficial e Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

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