Sindicato expressa que a greve não está fora de questão.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) "decidiu dar mais tempo ao governo para tomar medidas que visem a redução da carga de trabalho", avançou ontem o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, no final do encontro com o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.
A próxima reunião ficou marcada para o início de agosto, com data ainda a definir, referiu Roque da Cunha, acrescentando que esta decisão representa "um grande esforço dos médicos por mais dois meses". "Os médicos reivindicam que as 18 horas semanais nas urgências sejam encurtadas para 12, com as restantes seis destinadas a cirurgias programadas ou consultas externas", disse Roque da Cunha.
Outra exigência junto do Governo é que o número de utentes por médico de família seja reduzido dos atuais 1900 para 1550, até ao final da atual legislatura. Caso estas reivindicações não sejam satisfeitas, Roque da Cunha disse que "a possibilidade de greve não está fora de questão".
A paralisação foi também avançada pelo presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge Neves, que antes do encontro com o ministro da Saúde estimou que a greve poderá ocorrer no final de agosto ou início de setembro.
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