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Metade das escolas fecham em dez anos

No ano letivo de 2006/07 havia 10 071 escolas públicas, em 2015/16 sobravam 5781.

18 de outubro de 2017 às 01:30

Portugal perdeu no espaço de uma década praticamente metade das escolas públicas. No ano letivo de 2006/17, havia 10 071 estabelecimentos de ensino público: já em 2015/16, as escolas financiadas pelo Estado eram 5781. Ou seja, menos 4290 unidades, o que traduz uma redução de 43 por cento.

No ensino privado, em igual período, o número de escolas subiu de 2439 para 2569. Contudo, no ensino cujo custo é suportado diretamente pelas famílias, o número máximo de escolas verificou-se no ano letivo de 2009/10, com 2728 estabelecimentos de ensino. A partir desta data verifica-se também um decréscimo constante no número de escolas privadas para o mínimo de 2569 em 2015/16.

Por regiões, a redução do número de estabelecimentos de ensino público é comum a todas. Contudo, o Centro foi a região onde se verificou mais encerramentos de escolas públicas: de 3769 passaram a 1892 (menos 1877).

Por sua vez, no privado, só o Alentejo viu cair o número de estabelecimentos, de 170 para 163. O Norte foi a região onde se registou um aumento mais expressivo de privadas (69), de 747 para 816. Os dados constam do relatório "Regiões em Números 2015/16", da Direção-Geral de Estatística da Educação e Ciência, publicado ontem.

Menos 131 mil alunos no ensino básico no espaço de dez anos

Já na educação pré-escolar, a descida foi praticamente nula: de 247 826 para 246 178 alunos. No conjunto dos três ciclos de ensino, em 2015/16 matricularam-se 1 571 338, menos 99 247 face a 2006, ano em que estavam inscritos 1 670 763 alunos, divulgou a Direção-Geral de Estatística de Educação e Ciência.

PORMENORES 

Mais alunos por docente

A variação do número de alunos por professor na última década subiu de 10 alunos por docente em 2006/07 para 11 alunos por professor em 2015/06.

Taxa de escolarização

A taxa real de escolarização no ensino básico desceu de 100% em 2006/07 para 98% dez anos mais tarde. No ensino secundário verificou-se uma subida de 60,5% para 76%.

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