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Município de Leiria instala pavilhão provisório na escola dos Marrazes

Espaço será utilizado durante o dia pelos alunos, ficando disponível para os cerca de oito mil atletas federados poderem treinar ao final do dia.

18 de fevereiro de 2026 às 14:36

O Município de Leiria está a instalar um pavilhão provisório na Escola Básica 2,3 de Marrazes para garantir a prática da educação física e acolher os treinos de vários clubes, disse à agência Lusa o vereador do Desporto.

Carlos Palheira adiantou que a instalação de uma tenda com 30x65 metros começou esta quarta-feira a ser colocada na escola, como forma de colmatar a falta do pavilhão - situado em frente ao estabelecimento de ensino -, que "desapareceu com o vento e ficou inoperacional".

"A educação física integra o currículo escolar e é uma disciplina obrigatória. Os alunos da EB 2,3 de Marrazes têm estado impossibilitados de ter esta disciplina, pelo que optámos pela solução de uma tenda, que vai permitir ter um campo para futsal e andebol", explicou o vereador.

O autarca acrescentou que no topo do recinto será também criado um campo para a prática de basquetebol.

O espaço será utilizado durante o dia pelos alunos, ficando disponível para os cerca de oito mil atletas federados poderem treinar ao final do dia.

Carlos Palheira estimou que o recinto esteja pronto a ser utilizado na segunda-feira, assegurando as condições mínimas para a prática de desporto.

Segundo uma nota na página do Leiria Desporto da autarquia, a Associação de Futebol de Leiria também confirmou a retoma das provas distritais de futebol e futsal para os dias 06, 07 e 08 de março.

"Até lá, há ainda muito trabalho pela frente. É preciso colocar em ordem, pelo menos, os espaços desportivos do nosso concelho e dos concelhos vizinhos. Recuperar balneários, limpar acessos, devolver condições mínimas a quem ali treina e compete".

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo. 

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