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Oeiras avança com obra de 2,4 milhões de euros no Passeio Marítimo de Algés

Fortes chuvas registadas desde novembro e a agitação marítima agravaram a erosão, afetando o terrapleno e colocando em causa a estabilidade da via-férrea.

16 de fevereiro de 2026 às 17:49

A Câmara de Oeiras vai investir cerca de 2,4 milhões de euros no Passeio Marítimo de Algés para estabilizar a linha ferroviária e alargar o terrapleno, devido a estragos provocados pelo mau tempo, indicou esta segunda-feira o vice-presidente do município.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Gonçalves adiantou que a obra, solicitada pela Infraestruturas de Portugal (IP), deverá durar cerca de dois meses e visa repor a estabilidade da linha de caminho-de-ferro, onde a circulação se encontra condicionada a um dos carris no sentido Oeiras-Lisboa.

Segundo o autarca, as fortes chuvas registadas desde novembro, acima da média, e a agitação marítima agravaram a erosão junto ao Passeio Marítimo de Algés, afetando o terrapleno e colocando em causa a estabilidade da via-férrea.

"O mar foi descalçando a zona até pôr em causa a estabilidade da linha", afirmou, acrescentando que esta primeira intervenção permitirá garantir a reposição da circulação nos dois sentidos.

Numa segunda fase, ainda este ano, o município do distrito de Lisboa prevê lançar um procedimento para uma obra estrutural mais profunda, estimada em cerca de dois milhões de euros, que passará pelo alargamento do terrapleno em cerca de 25 metros, afastando o rio da linha ferroviária e prevenindo futuras situações de emergência.

"O Passeio Marítimo já tinha tido alguns problemas ali. Nós avisámos para o problema, dissemos que tinha que se intervir no terrapleno. Não foi dada a devida atenção, agora fazemos obras urgentes", apontou.

Quanto ao impacto global do mau tempo no concelho, o vice-presidente referiu danos em muros de contenção, margens de ribeiras, taludes e pavimentos rodoviários, com procedimentos já lançados ou em preparação que ultrapassam 1,5 milhões de euros.

No entanto, o autarca ressalvou que, "com exceção da situação de Algés", não se registaram ocorrências de especial gravidade, e destacou a "resiliência das infraestruturas".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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