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GNT quer ficar em Portugal

Roberto Petti, director do GNT Portugal, garante ao CM que pretende manter o canal brasileiro no nosso país e responsabiliza a Portugal Telecom pela ausência de acordo. Para já, pediu a intervenção da Autoridade da Concorrência.

01 de abril de 2006 às 00:00

“No momento, estudamos outras alternativas. Não pretendemos sair de Portugal”, diz Roberto Petti. Ontem, foi o último dia de emissão do GNT na TV Cabo, após um período de negociações que não chegou a bom porto. Por exclusiva responsabilidade da operadora, segundo o director do GNT Portugal.

“A posição da TV Cabo sempre foi a de reduzir drasticamente o que nos paga por assinante até um valor que inviabiliza a operação. Todas as alternativas que oferecemos, inclusive, a de um outro canal, que se chamaria GNT Portugal, foram rejeitadas”, acusa Petti, que refere continuar aberto a negociações.

Para já, com a intenção de continuar a emitir para o público que manifestou, junto do canal, desagrado por este abandono, “estamos a recorrer à Autoridade da Concorrência”. De resto, Petti até admite a coexistência do GNT com a TV Record, que hoje se estreia.

TV CABO NÃO COMENTA

A TV Cabo, oficialmente, não se pronuncia sobre a matéria. No entanto, fonte da operadora explicou ao CM que a saída do GNT nada tem a ver com a entrada da TV Record: “São dois contratos distintos e dissociados. A TV Record fez-nos uma proposta, que foi analisada e negociada, tendo as partes chegado a acordo. Relativamente ao GNT, não foi possível chegar a acordo quanto às condições para a renovação.”

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