As chuchas não são todas iguais e os bebés também não, mas a combinação que deve procurar é conforto sem comprometer o desenvolvimento orofacial da criança.
07 de janeiro de 2026 às 11:56O debate sobre os efeitos positivos e negativos do uso de chucha por recém- nascidos é antigo, mas os argumentos contra têm principalmente que ver com o impacto negativo de uma utilização excessiva na saúde oral da criança no futuro.
Um uso moderado da chucha, e que não seja excessivamente prolongado no tempo, reduz só por si esses riscos potenciais, mas este cuidado ainda pode ser complementado com a escolha de produtos desenhados para diminuir também esse impacto. Claro que, às preocupações com a saúde oral do bebé, tem de juntar o elemento conforto. A maior parte dos bebés vai aceitar a chucha, relaxar e acalmar-se quando a usa, porque é um meio para pôr em prática um reflexo natural que começaram a treinar ainda na barriga da mãe. Graças à sucção, conseguem alimentar-se depois de nascer, mas o movimento também favorece a boa digestão e a sensação de bem-estar. Mas nem por isso todos os bebés vão gostar do mesmo tipo de chucha. O mais certo é que seja preciso testar várias opções até chegar à versão ideal, o que não impede de orientar a escolha em função de alguns critérios predefinidos, para chegar ao melhor mix possível entre conforto e segurança.
Para atender às preocupações com o desenvolvimento orofacial do bebé, os modelos que não interferem com o movimento normal de sucção são os mais indicados. Encaixam naturalmente na boca do bebé, imitam o mamilo da mãe e seguem os movimentos da língua, respeitando a curvatura do palato. As designações anatómica ou ortodôntica, presentes em muitas embalagens de chuchas, indicam que estes princípios são respeitados. A principal diferença entre as duas referências está no facto de as chuchas ortodônticas acrescentarem uma pressão suave ao movimento natural da língua, para lhe dar mais correção. Isto pode ter efeitos mais benéficos para o desenvolvimento, mas o bebé pode ter mais dificuldade em adaptar-se. Nada como experimentar, mas, sem dúvida, o design da tetina é um dos aspetos importantes na hora de escolher a chucha.
O material de que é feita a tetina também é importante e pode igualmente ser ele a ditar uma melhor ou pior aceitação do bebé. As opções mais comuns são o silicone e o látex. Ambos têm pontos mais e menos positivos e exigem cuidados de manutenção distintos, com o silicone a destacar-se pela maior resistência e facilidade de higienização e o látex a vencer alguns “duelos” porque oferece um toque mais natural e é mais maleável.
Neste ponto, também deve valorizar marcas e produtos que se mostrem alinhados com normas europeias e que utilizem materiais seguros e livres de compostos como o BPA, um composto químico usado no fabrico de plástico com efeitos prejudiciais para a saúde.
A idade do bebé e a idade recomendada na chucha também devem estar alinhadas, por causa do tamanho da tetina e do escudo (a parte em plástico). Uma tetina pequena para a boca do bebé pode afetar o desenvolvimento do maxilar ou dos dentes mais tarde e o oposto também é verdade.
Até o tipo de pele do bebé é relevante. As peles sensíveis são menos tolerantes à baba que pode acumular-se sob o escudo. Se for o caso, é preferível optar por uma chucha com escudo recortado. Pode aprofundar estas e outras dicas para guiar a escolha da primeira chucha do bebé na Minha Saúde & Bem-estar da Auchan de janeiro. Os bebés dão mote a outros temas detalhados nesta edição da revista distribuída gratuitamente nas lojas da marca e online. Descubra quando é que os suplementos alimentares podem fazer falta nos primeiros anos de vida e encontre respostas para algumas das dúvidas mais frequentes sobre amamentação e cuidados com a pele do bebé.
Nesta edição de janeiro, pode ainda encontrar um Especial Imunidade e Frio, com muita informação prática para escapar aos efeitos do tempo frio e propostas de ação para quem está a começar o ano cheio de energia para ter uma vida mais saudável e com mais atividade física.