page view

Sócrates ‘travou’ audição de 100 testemunhas

Pelo menos 33 sessões já ficaram sem efeito após renúncias.

04 de março de 2026 às 01:30

Pelo menos 33 sessões de julgamento da ‘Operação Marquês’ ficaram sem efeito e uma centena de testemunhas já poderiam ter sido ouvidas desde novembro do ano passado, altura da renúncia de Pedro Delille, o advogado que representa Sócrates há mais de uma década. Desde então, diz o Ministério Público (MP), o antigo primeiro-ministro deixou o processo refém de um “carrossel” de advogados renunciantes que abandonam a defesa e provocam sucessivos adiamentos do julgamento.

Os procuradores da ‘Operação Marquês’ pedem agora à juíza que obrigue José Sócrates a comparecer a todas as sessões de julgamento. E defendem que seja alvo de uma multa excecional que pode ir até aos 1530 euros devido a este comportamento abusivo. Num requerimento enviado ao tribunal, o MP defende que este padrão pode ser replicado “indefinidamente, bastando que o arguido encontre, como tem encontrado, defensores dispostos a desempenhar o papel de elos nesta cadeia infindável”. O objetivo, asseguram, é arrastar o processo e conseguir a prescrição total dos crimes. Para os magistrados, a presença de Sócrates na sala de audiências teria permitido poupar vários dias de interrupção. O caso retoma no próximo dia 17. Sócrates já vai no sexto advogado desde o início do julgamento. A Ordem dos Advoga- dos nomeou, na sexta-feira, novo defensor oficioso para Sócrates. Segundo apurou o CM, Marco António Amaro ainda não terá conseguido contactar o antigo governante.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8