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A solidão mata em silêncio: o programa que devolve vida a quem já se sentia esquecido

A Fundação ”la Caixa” combate o isolamento de centenas de pessoas idosas em Lisboa e no Porto através do programa Sempre Acompanhados, que já apoiou 645 seniores até 2025.

19 de novembro de 2025 às 09:03

Até 2025, 645 pessoas idosas em Lisboa e no Porto deixaram de enfrentar a solidão sozinhas. A razão tem nome: , uma iniciativa da Fundação ”la Caixa”, com o apoio do BPI, que atua no combate à solidão entre os mais velhos através de uma abordagem inovadora, personalizada e comunitária.

O programa nasceu para responder a um problema que cresce silenciosamente – a solidão nas pessoas idosas. Em Portugal, o projeto está ativo em Lisboa (Centro Paroquial do Campo Grande, nas freguesias de Alvalade e Olivais, com 279 participantes) e Porto (Santa Casa da Misericórdia, nas freguesias do Bonfim, Massarelos e Lordelo, com 216 pessoas, e Cruz Vermelha, nas freguesias do Centro Histórico e Paranhos, com 150, num total de 366 pessoas apoiadas).

Em apenas seis meses, os resultados falam por si: mais de 80% dos participantes ganham confiança e capacidade para enfrentar a solidão; 85% compreendem melhor as suas emoções e reforçam laços sociais; e 95% melhoram significativamente o seu estado emocional.

“Saber que há alguém em quem podemos confiar melhora o estado de espírito das pessoas, especialmente daquelas que se encontram em situação de solidão. Por isso, na Fundação ‘la Caixa’ continuamos a apostar em acompanhá-las para contribuir para o seu bem-estar”, destaca Marc Simón, subdiretor-geral da Fundação ”la Caixa”.

Escutar para transformar vidas

Entre as iniciativas promovidas no âmbito do Dia Internacional das Pessoas Idosas, a Fundação ”la Caixa” criou um “espaço de escuta”, um momento de partilha entre quem viveu a solidão e quem trabalha para combatê-la. Foi também lançada a experiência “A chamada da solidão”, uma ação simbólica que convida a sociedade a parar, escutar e refletir sobre o impacto do isolamento.

O que sentimos quando o silêncio se instala e o que muda quando é partilhado

“Tive bons e maus momentos. Um bom momento foi o nascimento da minha filha e o convívio que vou tendo ao longo deste tempo todo com os meus amigos, no Marquês a jogar cartas e nos Sempre Acompanhados”, confessa Manuel Vaz, de 71 anos, um dos participantes. “Vou vivendo a vida à minha maneira”, acrescenta.

“É claro que quando a pessoa está em casa, está sozinha, tudo vem à cabeça e as saudades são imensas, tanto da minha mãe, que morreu com 101 anos, como do meu marido, que morreu mais novo, morreu com 79. Mas eu procuro superar. Quando tenho momentos mais depressivos, levanto-me, arranjo-me, vou à rua, dou uma volta, faço qualquer coisa e quando venho já venho com outra disposição”, conta Maria da Glória Matos, de 79 anos.

“Aquilo que mais me marcou durante a minha vida foi quando fui para a Guerra do Ultramar, para a Guiné. Fomos muito jovens, não sabíamos se regressávamos, e isso custou-me. Felizmente regressei, outros colegas meus não regressaram. Foi uma história de vida muito marcante, que hoje está enraizada em mim, e acho que nunca mais vai sair da minha vida, porque foi doloroso ver perder amigos, camaradas. Conheci o Centro de Dia do Marquês, onde passo os meus dias, e ajuda-me também a esquecer. A seguir veio o Sempre Acompanhados, no qual adorei participar. E é fundamental participar em todos os programas, porque é realmente uma coisa de vida que nos dá, de amizade, tudo o que de bom a gente tem", partilha Amadeu, de 74 anos.

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Estes testemunhos dão rosto a um problema que não se vê mas que se sente todos os dias. Para muitos, o programa representa uma oportunidade de viver com dignidade, companhia e propósito.

Comunidade que acolhe, sociedade que desperta

A metodologia do programa baseia-se na escuta ativa e no envolvimento da comunidade. Em vez de respostas institucionais distantes, aposta-se em relações humanas, em redes de vizinhança e na cidadania participativa.

O objetivo é claro: empoderar pessoas idosas, colocando-as no centro do seu processo de envelhecimento, e sensibilizar a sociedade para um fenómeno que pode atingir qualquer um. A solidão, recorda a Fundação ”la Caixa”, “não é apenas ausência de companhia – é ausência de sentido”.

Com mais de 10 anos de existência, o  tornou-se uma referência internacional no combate à solidão. Está presente em 13 territórios em Espanha e nas cidades portuguesas de Lisboa e Porto, envolvendo mais de 200 profissionais, 260 voluntários e cerca de 12.000 pessoas em 2025.

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Mais do que combater a solidão: promover uma vida plena

Programa Seniores da Fundação ”la Caixa”, com mais de 100 anos de história, reforça o compromisso de promover relações sociais saudáveis e melhorar o bem-estar e a qualidade de vida. Estudos mostram que enfrentar a solidão reduz o risco de doenças, demência e stress crónico, e aumenta a esperança de vida.

Fundação ”la Caixa” destina, em 2025, 50 milhões de euros a projetos sociais, educativos e científicos em Portugal, um investimento que reflete a convicção de que cuidar de quem está sozinho é cuidar de todos nós.

Porque ninguém deveria envelhecer sozinho

O programa Sempre Acompanhados prova que combater a solidão é possível – e urgente. Através da empatia, do tempo partilhado e da escuta ativa, centenas de pessoas redescobrem o prazer de viver e o sentimento de pertença.

Saiba mais sobre o programa Sempre Acompanhados da Fundação ”la Caixa” em

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