page view

Logo CStudio

Icone informativo

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Petiscos à portuguesa: nove receitas imperdíveis para experimentar este verão

Petiscar é provar, saborear, comer lentamente, mas o verbo esconde outro significado.

18 de junho de 2024 às 12:16

Em Portugal, petiscar é um estado de alma, algo para se aproveitar e partilhar em família e com amigos. Por todas e por nenhuma razão. O convívio à mesa é cultural e enquadra-se nos princípios da Dieta Mediterrânica. De norte a sul do País, com o verão e as festas dos Santos Populares em destaque, não há melhor momento para um petisco à portuguesa.

O verão está na mesa

O convívio à mesa é um dos princípios da Dieta Mediterrânica, mas os petiscos à portuguesa tocam outros pontos desta corrente gastronómica que junta práticas e tradições dos países circundantes do mar Mediterrâneo. Esses saberes e sabores, que dão importância à confeção e partilha dos alimentos, fomentam a cozinha simples, com recurso ao azeite e ervas aromáticas, por exemplo.

Ao longo do ano, os petiscos adequam-se ao meio e à sazonalidade. As sardinhas assadas ou os caracóis são bons exemplos disso, mas há receitas para todo o ano, como o pastel de bacalhau, a bifana ou os peixinhos da horta, um dos petiscos nacionais que chegou ao Oriente.

Petiscar nos santos populares

O mês de junho é um dos mais petisqueiros do calendário. As festas populares associadas a Santo António, São João e São Pedro são excelentes razões para momentos de diversão, também ela gastronómica. E aí entram em ação petiscos, como o pão com chouriço, que também são fiéis companheiros em festas de aniversário, batizados e casamentos, seja como prato de entrada ou de saída, de conforto antes da abalada. Sem esquecer os piqueniques familiares, que têm cada vez mais adeptos nos meses de verão e nos quais os petiscos são obrigatórios.

De norte a sul de Portugal continental e incluindo Madeira e Açores, o ato de petiscar faz parte da identidade portuguesa e, cada vez mais, de quem para cá veio viver ou nos visita.

Receitas

Sardinhas assadas e salada de pimentos

30 MIN. | 6 PESSOAS | FÁCIL

sardinhas 18 (1,8Kg)

azeite virgem extra Pingo Doce 2 c. de sopa

broa de milho 1 (400g)

pimento vermelho 1 (150g)

pimento verde 1 (150g)

pimento amarelo 1 (150g)

cebola roxa 1 (100g)

vinagre de vinho 1 c. de sopa

Grelhadas, com pouco mais do que sal, numa fatia de pão ou de broa, acompanhadas por saladas de pimentos, as sardinhas assadas são a perfeição de sabor. O seu cheiro anuncia a chegada do verão e dos Santos Populares ou não fosse este, por excelência, o petisco das festas, seja o Santo António de Lisboa ou o São João do Porto, já desde os anos 1930-40. Tal como diz o ditado popular, “no São João, pinga no pão”, porque é a partir do final de junho ou início de julho que se tornam mais ricas em gordura e sabor. A história conta que os peixes grandes eram para as mesas dos ricos enquanto os menos abastados se contentavam com peixes pequenos, como a sardinha, abundante na costa portuguesa. São, desde 2011, uma das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.

SEM LEITE

30 MIN. + TEMPO NECESSÁRIO PARA LEVEDAR | 6 PESSOAS | FÁCIL

chouriço picado 1 (200g)

farinha 500g + 100g para amassar

fermento seco de padeiro 10g

sal 1 c. de chá(150g)

O cheiro do pão com chouriço acabado de fazer indica que há festa por perto. Esta tradição não tem origem documentada, mas ninguém tem dúvida de que é um petisco bem português, para todas as horas. Acompanhado de um caldo-verde no final de uma noite de festa, é a receita perfeita. É importante lembrar que a qualidade do chouriço influencia muito o resultado final, nesta receita que junta dois grandes produtos nacionais – o pão e os enchidos. No site “Produtos Tradicionais Portugueses”, da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, é feita referência ao “pão caseiro do Marco”, popular em romarias e feiras, que surgiu da necessidade de dar a provar os produtos nas festas do concelho do Marco de Canaveses.

SEM LEITE

30 MIN. | 6 PESSOAS | FÁCIL

sapateira congelada 1 (400g)

bocas de sapateira 2 (250g)

mostarda 1 c. de sopa

picante q.b. (opcional)

tostas extrafinas Pingo Doce 1 Emb. (100g)

Este crustáceo é um dos petiscos preferidos nas tradicionais cervejarias de norte a sul. E também dos lares portugueses, em tempo de celebrações e de partilha entre família e amigos. Vale a pena aceitar o desafio de aprender a prepará-lo em casa, o que será ainda mais económico. Pode assustar ao início, porque é necessário abrir a carapaça e saber o que limpar e o que aproveitar para fazer um delicioso recheio. As opiniões dividem-se sobre qual é a melhor parte, depende sempre do gosto de cada pessoa, mas o recheio, acompanhado de pão torrado com manteiga, é um dos petiscos mais apreciados. Certamente existirão várias receitas, com mais ou menos temperos, mas é sempre uma boa escolha para os dias quentes de verão.

SEM LEITE – SEM GLUTEN

30 MIN. + TEMPO NECESSÁRIO PARA MARINAR | 6 PESSOAS | FÁCIL

carapaus (sem cabeça e tripas) 8 (1Kg)

azeite virgem extra Pingo Doce 100ml

salsa fresca 3 c. de sopa

orégãos secos 1 c. de sopa

Associados ao Algarve, os carapaus alimados são um excelente petisco para dias quentes de verão, sozinhos ou acompanhados por uma salada de tomate ou batata-doce. A origem é semelhante à das conservas, tendo por base a necessidade de conservar durante mais tempo o peixe fresco. É necessário amanhar os carapaus, antes do processo de cozedura, e depois retirar a pele e as espinhas. Para o tempero são precisas doses generosas de azeite, alho, vinagre e limão. A origem do “apelido” alimados está precisamente no tempero. Recorremos ao dicionário: a palavra “alimado” é uma variante de “limado”, deriva de limão e que é aplicado ao “peixe preparado com sal e temperado com azeite e limão”. Tudo isto casa bem com o verão e almoços ao ar livre.

VEGETARIANA

30 MIN. | 12 UNIDADES | FÁCIL

mostarda 2 c. de sopa

salsa fresca 3 c. de sopa

A canção celebrizada por Amália Rodrigues, Lisboa não sejas francesa, não se aplica a esta deliciosa receita, geralmente servida como entrada ou como petisco de piquenique. Como outros pratos de origem francesa, criaram adeptos na burguesia lisboeta do final do século XIX. Os grandes cozinheiros eram franceses e tiveram uma grande influência na cozinha de toda a Europa. Das mesas abastadas passou para as tascas da cidade e passaram a ser lisboetas de direito próprio. O nome não tem grande mistério já que a sua origem vem da confeção que envolve esmagar as gemas cozidas com salsa picada.

Pastéis de bacalhau

SEM LEITE – SEM GLUTEN

45 MIN. | 12 UNIDADES | FÁCIL

bacalhau demolhado (postas) 400g

azeite virgem extra Pingo Doce 3 c. de sopa

salsa fresca ½ molho (25g)

A origem está documentada no livro A Arte do Cozinheiro e do Copeiro (1841), de António Ferreira Girão. A sua presença na cozinha portuguesa poderá ser ainda mais recuada no tempo, mas nunca anterior à introdução do cultivo da batata no século XVIII. A receita foi sendo afinada e o tratado culinário de Bento da Maia (1904) estabelece como ingredientes: bacalhau, batata, claras de ovo, cebola, salsa picada, sal e pimenta. Em 2011, o pastel de bacalhau foi finalista do concurso das 7 Maravilhas da Gastronomia pela região de Lisboa, apesar de a sua origem ser reclamada pelo Minho, onde são conhecidos por bolinhos de bacalhau. O mais importante é o sabor, sejam comidos como entrada, prato principal ou num piquenique – até frios são excelentes.

45 MIN. | 12 UNIDADES | FÁCIL

DE ATUM

azeite virgem extra Pingo Doce 1 c. de sopa

tomate alongado 8 (640g)

cebola roxa picada 1 c. de sopa

ventresca de atum em azeite Pingo Doce 1 lata (110g)

flor de sal 1 c. de chá

DE BACALHAU

bacalhau (lombo) 1 (250g)

azeite virgem extra Pingo Doce 2 c. de sopa

pimento assado 100g

coentros frescos 1 c. de sopa

broa 2 fatias (140g)

VEGETERIANA SIMPLES

azeite virgem extra Pingo Doce 2 c. de sopa

flor de sal 1 c. de chá

Pão torrado embebido em azeite. É esta a base de uma tiborna, seja ela de bacalhau (a mais tradicional) de sardinha, de pimentos ou variações ao gosto de cada um. Por vezes conhecida como “torricado”, é um dos petiscos mais tradicionais no Ribatejo e de outras regiões onde abunda a produção de azeite. Tradicionalmente era comido pelos lagareiros depois de terminado o trabalho. A preparação simples, até para aproveitar sobras, permitia que facilmente fosse preparada uma refeição ligeira no campo ou em casa. São perfeitas para serem partilhadas e um bom exemplo de um prato da Dieta Mediterrânica, juntando ingredientes simples e de qualidade, como o azeite, o peixe e os legumes.

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8