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Paz, ambição e esperança

«A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criativos que estejam à altura dos perigos que a ameaçam.»

09 de maio de 2023 às 17:04

Artigo de opinião de Luís Montenegro, Presidente do Partido Social democrata.

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A declaração proferida pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, a 9 de maio de 1950, voltou, em 2022, a ganhar atualidade e importância. Um ano depois da invasão da Ucrânia, o mundo já não é o mesmo. Os impactos, de natureza económica, social, de segurança e defesa, na área da energia, condicionam o nosso dia a dia e tornam-no mais exigente e incerto. Nestas circunstâncias, e em especial por ocasião da comemoração do dia da Europa, deveríamos perguntar aos partidos da esquerda portuguesa como esta- ria o nosso nosso país se não fosse membro da UE e da NATO.

Somos um partido europeísta, moderado, realista e humanista. E por isso é com orgulho que integramos o PPE, a família política que coloca as pessoas no centro das suas preocupações.

Os socialistas põem o Estado acima das pessoas, os liberais não têm a nossa sensibilidade social e os extremos de esquerda e direita são fundamentalmente a mesma coisa, movimentos de protesto e não de governação. Num contexto de guerra, de mudanças geopolíticas e de ameaças globais às democracias, mais do que nunca, é também oportuno questionar este Partido Socialista: como se pôde aliar, num passado bem recente, com forças políticas extremistas, antieuropeias e anti NATO?

Já começamos a pagar o preço das contrapartidas que resultaram dessas opções políticas e Portugal deverá ser ultrapassado no PIB “per capita” pela Roménia em 2024, ano de eleições para o Parlamento Europeu. No devido tempo os portugueses farão a avaliação destes anos de empobrecimento e de oportunidades perdidas.

O PSD, como partido da Alternativa de Governo, tem feito uma oposição responsável, apresentando propostas e equipas que nos habilitam a liderar a mudança política que os portugueses ambicionam cada vez mais.

O desgaste, a falta de visão, de projecto e de esperança são marcas dos Governos de António Costa, a que se somou agora uma degradação irrecuperável do ponto de vista institucional e comportamental dos governantes em funções. Infelizmente para os portugueses, nem com maioria absoluta! Mas as crises, mesmo as políticas, apresentam sempre oportunidades e é com esse “esforço criativo”, inspirado pela frase de Schuman, que encaro no presente e para o futuro, esta missão de liderança.

O PSD é o único partido em Portugal com capacidade reformista, como se comprova pela nossa história. Por isso é hoje tão importante lembrarmo-nos dos anos de crescimento, do dinamismo empresarial e da mobilidade social, do progresso dos anos dos Governos do Prof. Aníbal Cavaco Silva.

No arranque das comemorações dos 50 anos do PSD, reafirmo e subscrevo a postura do nosso fundador, Francisco Sá Carneiro, de pôr Portugal em primeiro lugar, e aponto a meta de nos colocar entre os primeiros na Europa.

É urgente voltarmos a ser um país que cria valor e riqueza, que dá esperança e oportunidades e que incentiva e garante o elevador social. É essa a nossa vocação e vamos reerguer Portugal CONSIGO.

Artigo de opinião de Aníbal Cavaco Silva, Ex-Presidente da República.

Uma Europa viva e unida

Celebramos o Dia da Europa e congratulamo-nos com a pertença de Portugal à União Europeia (UE) e ao seu núcleo duro, a Zona Euro. É um projeto único na história europeia e mundial, de partilha voluntária de soberania com vista a alcançar um objetivo supranacional de paz e de prosperidade.

A UE vem respondendo aos grandes desafios da atualidade e mostra uma vitalidade que desaponta os profetas da desgraça que ciclicamente anunciam a sua morte. De impasse em impasse, os críticos são desmentidos pela realidade: a existência de um projeto coeso, em que tensões naturais e inevitáveis não põem em causa o desígnio comum. A liderança de Ursula von der Leyen surpreende pela positiva. A energia que colocou na questão estrutural do combate às alterações climáticas, colocando a UE na primeira linha do cumprimento dos acordos de Paris e conseguindo a aceitação dos Estados Membros de uma redução ambiciosa nas emissões de dióxido de carbono, só pode merecer o aplauso de todos os que se preocupam com o futuro do nosso planeta e com o legado que deixamos às novas gerações.

A Comissão Europeia mostrou igualmente determinação nas respostas aos embates inesperados: primeiro, a pandemia da COVID-19, em que respondeu resolutamente quer no plano sanitário, com a aquisição das vacinas, quer no plano financeiro com vista à recuperação económica dos graves efeitos dos confinamentos. A aprovação do Next Generation EU, um instrumento extraordinário no montante de 750 mil milhões de euros destinados a empréstimos e subvenções não reembolsáveis aos Estados Membros, é um passo fundamental para vencer a crise, mas também um sinal de que Comissão está empenhada em reforçar a capacidade de resposta da UE às emergências com que é confrontada.

Esperemos que os fundos europeus de dimensão nunca vista que estão a ser dirigidos para Portugal sejam utilizados para assegurar um crescimento da economia na ordem dos 3-4%/ano e não seja apenas dinheiro atirado pelo Governo para cima dos problemas, sem os resolver.

A invasão russa da Ucrânia foi o segundo desafio, porventura não tão inesperado, mas que surpreendeu pela violência da agressão não provocada ao povo ucraniano e pela vaga de refugiados que gerou. Contra muitas expectativas, a UE esteve firme em torno dos ideais que a definem. As sanções à Rússia, em paralelo com o apoio à Ucrânia, têm custos evidentes para os Estados Membros, designadamente na crise energética que atravessamos. Mas a liberdade, a democracia e o respeito pelos direitos humanos não podem ser sacrificados.

A UE tem vindo a ganhar uma relevância crescente perante os novos desafios e incertezas geopolíticos e geoeconómicos. Urge reforçar a autonomia estratégica, energética, científica e tecnológica da Europa, libertando o bloco europeu de qualquer dependência de países politicamente não confiáveis. É de uma Europa unida e viva que todos precisamos!

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