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Uma nova oportunidade

António Sousa foi recusado noutros hospitais por ser de “alto risco”

08 de abril de 2021 às 07:45

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Nem a extensa (e bonita) idade de 90 anos impede António Teixeira de Sousa de sentir que teve "uma segunda oportunidade" para viver. Há dez anos, quando foi operado pela primeira vez ao coração, numa intervenção "de peito aberto", tinha colocado uma válvula aórtica (biológica), com uma previsão de durabilidade na ordem dos 15 a 20 anos. Os episódios de taquicardia que assaltavam este professor universitário, do Porto, indicaram que algo não estava bem. Os exames revelaram que a válvula biológica estava degradada e que era preciso realizar nova intervenção cirúrgica.

Todavia, a idade e o facto de já ter feito uma cirurgia cardíaca tornavam-no um paciente de alto risco. "Mas houve um médico que me disse que era possível substituir a válvula através de um cateterismo, pela artéria femoral", conta ao CM António Teixeira de Sousa. Antes de avançar precisou de fazer vários exames, que não trouxeram boas notícias: "a válvula estava perigosamente próxima da aorta e a femoral não permitia a passagem do cateter".

António viu a operação ser-lhe recusada e saiu do hospital, em Gaia, com uma esperança de vida de dois anos, "na melhor das hipóteses". Através de familiares, ouviu falar do Heart Center e marcou consulta: "O Doutor Vasco Gama disse-me que o meu caso era complexo, mas que não devia perder a esperança. Iria falar com o colega, Luís Baquero. Este entendeu que, se não dava para operar pela femoral, havia de arranjar outro caminho".

E assim foi. António realizou em Novembro de 2020 uma cirurgia inédita em Portugal, com incisão mini-invasiva pela axilar: "Fui muito bem acolhido, senti uma grande dedicação de toda a equipa. A recuperação foi muito rápida, com uma única semana de internamento. Sinto-me bem, voltei a fazer caminhadas de duas horas, estou feliz e tenho uma gratidão imensa por esta equipa".

"Enorme dificuldade em respirar"

De um dia para o outro, António Galiano Celestino, de 61 anos, começou a sentir uma imensa dificuldade em respirar. Primeiro achei que podia ser falta de exercício, mas fui piorando e sentindo um aperto no peito cada vez maior".

Residente em Angola, consultou um médico que reconheceu a necessidade de uma intervenção cirúrgica. António não queria correr riscos desnecessários. Procurou as melhores referências e um local onde pudesse fazer uma cirurgia minimamente invasiva.

Foi assim que se viu dentro de um avião, tendo como destino Lisboa e o HCV. "Adiei a vinda no Verão, por causa da pandemia e dos aeroportos fechados, mas em Janeiro tive mesmo de vir, porque não me sentia nada bem", conta. Já em Lisboa, o destino pregou-lhe uma partida. Em vésperas da operação, quando realizou o teste à Covid, teve resultado positivo. Não teve sintomas da doença, mas foi obrigado a adiar a intervenção. A 4 de Março realizou a cirurgia, pela mão da equipa do Heart Center. "Coreu tudo muito bem! Fui muito bem tratado e já não tenho dificuldade em respirar". A 7 de Maio casa uma das filhas. Em Angola estão todos à sua espera, para brindar a vida e a saúde.

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