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RADAR: Quebrar barreiras e gerar confiança

Regularidade dos contactos depende da avaliação feita pelo mediador.

20 de maio de 2021 às 07:35

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A pandemia veio alterar a forma de intervir do projeto RADAR. Novos desafios trouxeram também novas necessidades. Se antes, no contexto pandémico, "era a satisfação das necessidades básicas, coisas que as pessoas estavam habituadas a ter e de um dia para o outro deixaram de existir", hoje é muito mais que isso, e não são raros os casos em que os mediadores já são membro da família.

"Os mediadores substituem-se, muitas vezes, a essa componente mais social e familiar. Criam-se situações de proximidade e acabam por ser uma voz que é importante ir marcando presença", afirma Hugo Gaspar, do projeto RADAR.

Após um ano atípico, com acompanhamento pelo telefone, as equipas do RADAR já voltaram ao terreno. "Estas ações de rua têm a ver com aquelas pessoas que no último ano não nos atenderam o telefone. Registamos e juntamente com os nossos parceiros, vamos à sua casa para perceber o que aconteceu", explica.

A regularidade dos contactos depende da avaliação feita pelo mediador. Mas Hugo Gaspar não tem dúvidas em afirmar que o objetivo é "que cada vez mais pessoas façam parte da plataforma RADAR". Para isso é preciso continuar a "quebrar barreiras e gerar relações de confiança". Apesar dos desafios diários, é gratificante "ver o projeto crescer e ter o reconhecimento dos nossos parceiros face ao nosso trabalho", conclui.

PSP evita situações de risco

A PSP é um vetor fundamental do Projeto Radar, consistindo a sua ação no policiamento de proximidade, assente em três grandes linhas: implementação do modelo de ação policial ajustado às necessidades e características específicas da população idosa; participação ativa das comunidades locais e colaboração direta com as instituições que prestam apoio a esta população; e divulgação de conselhos de segurança junto da população idosa, no sentido de garantir as condições de segurança e a tranquilidade das pessoas idosas, prevenindo e evitando, deste modo, situações de risco.

Se todos fossem assim

O projeto RADAR entrou na casa de Engrácia Teresa Martins, de 75 anos, e do marido António Martins, de 68, há menos de um ano (julho de 2020), mas a diferença é bem visível. Os contactos servem para abordar todos os temas. Da saúde às questões pessoais, nada é deixado de fora. "Se todas as pessoas fossem assim no mundo, a vida seria muito melhor", afirma Engrácia Martins.

"Não tenho segredos"

O contacto é feito de duas em duas semanas, mas para Alice Matos, 73 anos, significa muito mais que isso, significa companhia e atenção. "A Sofia entra na minha casa. Tem muita paciência para me ouvir". Mas não é só de assuntos sérios que se fazem os contactos com a equipa do RADAR. Sem levantar muito o véu, Alice Matos deixa claro: "Não tenho segredos nenhuns para ela".

Mais apoio para quem vive só

Vanda Gameiro é uma das muitas parceiras do projeto RADAR, na freguesia do Beato, em Lisboa. Pela peixaria Miragel, de que é proprietária, na rua Professor Mira Fernandes, no Beato, passam todos os dias muitas pessoas. "Há muita gente que tem carência de diálogo, precisam de conversar", por isso destaca a importância do trabalho desenvolvido pelo RADAR. "Aqui há muitas pessoas que vivem sozinhas, e isto é um apoio que elas têm. É muito bom", realça.

Parceiros atentos às ausências

É com vaidade de ter um "atendimento mais personalizado" que José Ferreira admite conhecer alguns dos clientes pelo nome. Por isso, "se não aparecer um dia ou dois, vamos perguntar ao vizinho". Parceiro do projeto RADAR, José Ferreira diz que o atendimento não fica apenas pelo balcão da mercearia de que é proprietário. Além levar as compras a casa a quem mais precisa, não são raras as vezes em que o procuram para "falar da vida".

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