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Santa Casa apoia projetos de inovação digital na saúde

A sexta edição do Santa Casa Challenge distinguiu três projetos que colocam a tecnologia ao serviço de um dos maiores desafios destes tempos: cuidar do outro à distância.
29 de Abril de 2021 às 11:49

A sexta edição da Santa Casa Challenge, concurso de inovação social digital promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), já tem vencedores. Este ano, distinguiram-se os projetos HOLI by Nevaro, SurgeonMate Library e BlaBlaBlue.

Inês Sequeira, diretora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da SCML e da Casa do Impacto, explica em entrevista ao CM porque foram unanimemente escolhidos.

Os prémios distinguiram este ano projetos na área das tecnologias da saúde. Em que consiste a proposta de cada um dos vencedores?

Em primeiro lugar ficou o HOLI by Nevaro Library, uma solução que permite a autogestão da saúde mental com base em estratégias gamificadas com origem na psicologia positiva, tais como mood tracking, journaling, práticas de respiração e mindfulness, entre outras. Através da gestão consciente da saúde mental e do bem-estar dos colaboradores das empresas, permitindo aos recursos humanos ou liderança da mesma, implementar melhorias com base nas métricas dos colaboradores.

Em segundo lugar, a SurgeonMate que consiste numa biblioteca de multimédia e de dados clínicos, armazenados numa cloud desenhada para profissionais de saúde. Contempla uma ferramenta de telementoria que liga profissionais de locais remotos e vulneráveis, a especialistas.

Em terceiro, a BlaBla Blue, uma aplicação móvel para fornecer aos terapeutas, encarregados de educação e crianças as melhores ferramentas para sessões de terapia e atividades educacionais em casa, relacionadas com a terapia da fala.

Porque se distinguiram dos demais concorrentes?

Estas iniciativas responderam ao desafio que lançámos de promover uma saúde de qualidade, com especial atenção aos problemas da saúde mental e às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Acredita que há um novo caminho a percorrer, no uso da tecnologia para nos aproximarmos e cuidarmos mais uns dos outros?

Como teriam sido as nossas vidas desde março de 2020 sem a tecnologia? Ou qual seria a nossa realidade no dia de hoje sem os avanços tecnológicos que vivemos nas últimas décadas? Na minha opinião a questão já não é se tecnologia vai transformar os cuidados de saúde mental, mas quando e como ocorrerá. A pandemia tem demonstrado profundas mudanças na prestação de cuidados de saúde mental que podem ainda ser exponenciados, com os incentivos certos e o devido acompanhamento. Os avanços tecnológicos são um dos principais agentes de mudança na forma como trabalhamos, vivemos ou interagimos.

Durante a última década, por exemplo, testemunhamos um ritmo sem precedentes de inovação tecnológica em todos os campos, com o potencial de nos ajudar a resolver alguns de nossos desafios globais mais urgentes.

O crescente individualismo e distanciamento relacional têm que ver com os modelos em que a sociedade está organizada atualmente e a tecnologia é um instrumento que está cada vez mais disponível e mais acessível pelo que depende de nós a utilização que lhe damos que assim poderá ter um impacto positivo ou menos positivo no mundo. Há sempre uma escolha subjacente e o potencial da tecnologia para melhorar a qualidade de vida da sociedade é enorme.

A pandemia colocou-nos desafios imprevisíveis. Vai mudar a forma como tratamos os problemas? Acreditamos que é importante potenciar o movimento que é denominado de ‘tech for good’, fomentando projetos, organizações, startups que promovem o uso da tecnologia para ajudar a resolver os maiores problemas sociais e ambientais que enfrentamos nos nossos tempos. Pelo que Challenges como o Santa Casa Challenge foram criados com esse mesmo propósito. Existem muitos desafios globais importantes, mas poucos mais urgentes do que o da saúde global.

A tecnologia permitiu avanços significativos em áreas que podem ajudar a diagnosticar e tratar doenças com mais precisão e eficiência. Muitas destas tecnologias são hoje uma realidade e estão à espera do apoio e do investimento certo, de novas estruturas legais e de apoio para uma aplicação cuidadosa que pode fornecer grandes benefícios para um mundo que enfrenta enormes desafios, muitos deles exponenciados por uma pandemia sem precedentes. A aposta na prevenção e a colaboração com as entidades políticas e reguladoras serão a chave para que o uso destas tecnologias seja positivo.