Amiga de ex-presidente sul-coreana condenada a três anos de prisão

Park Geun-hye usou amizade para conseguir a admissão ilegal da filha numa universidade.

23 de junho de 2017 às 05:34
Partido Saenuri, Park Geun-Hye, política, parlamento Foto: Edgard Garrido/Reuters
Park Geun-hye , presidente, coreia do sul Foto: Reuters
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Park Geun-hye, Coreia do Sul Foto: EPA
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presidente Park Geun-hye, Coreia do Sul Foto: EPA
Park Geun-hye Foto: Jeon Heon-Kyun/EPA

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Um tribunal sul-coreano condenou esta sexta-feira a três anos de prisão a amiga da presidente destituída Park Geun-hye, que usou aquela relação para conseguir a admissão ilegal da filha numa universidade do país.

O tribunal do distrito central de Seul afirmou que Choi Soon-sil "cometeu várias ilegalidades" para pressionar a universidade feminina Ewha, uma das mais prestigiadas do país, a admitir a filha e a conceder facilidades académicas apesar das poucas qualificações de Chung Yoo-ra.

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Choi, amiga de longa data de Park e conhecida como a "Rasputina" sul-coreana, está também a ser julgada por ter criado uma rede de tráfico de influências para extorquir cerca de 70 milhões de dólares (cerca de 65 milhões de euros) a grandes empresas.

Depois de meses de protestos maciços e de um processo de destituição em dezembro, Park abandonou formalmente o cargo e detida no âmbito do mesmo escândalo de corrupção em março. Em abril, foi acusada de abuso de poder, coação, suborno e divulgação de segredos oficiais.

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Park Geun-hye rejeita todas as acusações.

A antiga diretora da Ewha Choi Kyung-hee e Namkung Gon, antigo responsável pelas admissões da universidade, foram também condenados a curtas penas de prisão por terem dado tratamento preferencial a Chung.

Em maio, Chung foi extraditada da Dinamarca e está atualmente a ser investigada pelos procuradores sul-coreanos que consideram a filha de "Rasputina" uma figura chave na rede de subornos entre Park e o gigante das telecomunicações Samsung.

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Seul acusou a jovem, de 20 anos, de corrupção e de ter recebido tratamento privilegiado na universidade e no bacharelato -- título que lhe foi retirado por suspeita de falsificação de notas e dos registos de presença.

As autoridades de Seul acreditam que o grupo Samsung, a maior empresa da Coreia do Sul, assinou um contrato na ordem dos 22.000 milhões de wons (cerca de 17,3 milhões de euros) com uma empresa com sede na Alemanha propriedade de Choi Soon-sil e que deu apoio financeiro para que a jovem Chung Yoo-ra, que pratica hipismo, treinasse no território alemão e comprasse cavalos.

A jovem, que justificou estar na Dinamarca por causa de atividades relacionadas com o hipismo, negou todas as acusações, mas admitiu que assinou em várias ocasiões documentos que lhe foram apresentados pela mãe.

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