Argentino entrega-se à polícia no âmbito do caso FIFA
Empresário era alvo de mandado de captura e extradição por parte da justiça norte-americana.
Um dos três cidadãos argentinos alvo de mandado de captura e extradição por parte da justiça norte-americana no âmbito do caso de corrupção na FIFA rendeu-se esta terça-feira em Itália, de acordo com a polícia italiana.
Alejandro Bulzaco - que tem passaporte italiano - apresentou-se ao final da manhã à polícia de Bolzano, no noroeste de Itália, acompanhado de dois advogados, tendo sido libertado com termo de identidade e residência.
Responsável da sociedade de marketing desportivo 'Torneos y Competencias' (TyC), Bulzaco é suspeito de irregularidades na atribuição de direitos televisivos em competições de futebol na América Latina, nomeadamente o campeonato argentino de 1992 a 2009.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares.
Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).
A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, à qual concorrem o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, e Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.
Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.
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