Colégio Militar suspende 19 alunos com exames à porta

Alunos protestavam castigo recebido por dois estudantes.

06 de maio de 2018 às 18:05
Colégio Militar, tortura, castigos, crianças, julgamento, tribunal, crimes Foto: Vítor Mota
Colégio militar, discriminação, homossexuais, Chefe do Estado-Maior do Exército, CEME Foto: Filipa Couto / Correio da Manhã
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Foram suspensos 19 dos 27 estudantes do 12.º ano a frequentar o Colégio Militar. Estes alunos tinham-se auto-desgraduado, numa atitude de protesto nos 215 anos da escola, protestando atitudes e acções tomadas por oficiais do Corpo de Alunos.

O Exército confirmou o mau estar que se vive entre os alunos do Colégio Militar, em Lisboa. Em declarações à imprensa deste domingo, citadas pela revista Sábado, o Exército diz que "decorrem averiguações sobre comportamentos potencialmente perturbadores do normal funcionamento das actividades escolares".

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A suspensão desses 19 alunos tem uma natureza preventiva enquanto decorrem os inquéritos, mas houve duas consequências: a proibição de frequentarem o Colégio Militar entre os dias 26 de Abril e 1 de maio (seis dias); a interdição de acederem às instalações do Corpo de Alunos, tendo de voltar todas as noites para casa, em vez de pernoitarem nas instalações da escola. Esta medida foi igualmente aplicada a alunos que residam fora de Lisboa.

Na origem da instabilidade estão a punições aplicadas aos comandantes da 3ª e da 4ª companhias, alunos do 12.º ano, por terem entrado em instalações dos oficiais do Exército que lhes estão vedadas. Ambos os alunos reconheceram o erro e esperavam uma pena, mas consideraram desproporcional a desgraduação, imposta  a poucas semanas do fim do seu último ano lectivo. Este castigo impede os alunos de participarem no usual desfile do Colégio Militar na Avenida da Liberdade.

"O mais importante é que fique para a vida que eles assumiram de cara lavada" o erro, assim como o comprovar-se que "há uma cultura de responsabilidade" no colégio, disse o tenente-general António Menezes, antigo aluno que falou com os dois estudantes, que relembra que "é difícil não considerar exagerado ser-se proibido de desfilar no último ano" do Colégio Militar mas a verdade, adiantou o general, é que "as faltas foram punidas de acordo com o regulamento".

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