Desemprego de longa duração é "eutanásia social"

Afirmação é do presidente da Cáritas Portuguesa.

21 de fevereiro de 2016 às 05:17
Eugénio Fonseca, Cáritas Foto: Vítor Mota
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O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, afirmou que o desemprego de longa duração é "uma eutanásia social" imposta às pessoas, que as faz sentir "inválidas" e "sem projeto de vida".

"Não nos podemos conformar com isso, porque há gente que hoje tem 40, 45 anos e está há três ou quatro anos sem trabalho", com compromissos familiares a assumir e cuja esperança de encontrar um emprego é "cada vez mais ténue", disse Eugénio Fonseca, que falava à agência Lusa a propósito da Semana Nacional da Cáritas, que começa hoje.

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Eugénio Fonseca defendeu que, antes de se trazer para a discussão pública temas como a eutanásia, deve olhar-se para estes desempregados, que "estão a ver roubado um direito inalienável, o direito ao trabalho", e não as deixar "morrer em termos societários e por falta de recursos"

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