Espionagem dos EUA acusa Putin de favorecer eleição de Trump

Documento baseia-se em informações recolhidas pelos serviços de informações norte-americanos.

06 de janeiro de 2017 às 21:47
Vladimir Putin Foto: EPA
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O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma campanha clandestina para influenciar a eleição presidencial nos EUA, em favor de Donald Trump, garantiu na sexta-feira a comunidade dos serviços de informações norte-americanos.

Esta é a primeira alegação formal por parte do Governo dos EUA que suporta as acusações sensacionais a que Trump e os seus apoiantes têm resistido.

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O relatório do diretor das Informações Nacionais, uma versão desclassificada de um documento mais detalhado que tinha sido entregue à Casa Branca, a Trump e aos líderes do Congresso, não adianta provas para suportar as alegações.

A versão desclassificada é até agora o documento público mais detalhado com os esforços russos para interferir no processo político norte-americano, com ações que incluem a pirataria das contas de correio eletrónico do Comité Nacional Democrático e de lideres democratas, como Hillary Clinton ou o seu presidente da campanha, John Podesta.

Os dirigentes russos também usaram propaganda financiada pelo Estado e pagaram a agitadores para fazer comentários indecentes e maldosos nas redes sociais, adiantou-se no documento.

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Moscovo vai "aplicar as lições aprendidas" nesta campanha para influenciar as eleições em outros países, alertaram aqueles serviços no documento solicitado pelo presidente Barack Obama, que se baseia em informações recolhidas pela polícia federal (FBI, na sigla em inglês) e pelas agências Central de Informações (CIA) e de Segurança Nacional (NSA). 

Não há sugestões de que os russos tenham influenciado as máquinas de contagem de votos.

No documento, ligou-se, pela primeira vez, Putin às ações de pirataria, classificando-a como "o maior esforço" feito até agora para influenciar uma eleição nos EUA e sustentou-se que os russos forneceram emails à Wikileaks, algo que o fundador do sítio, Julian Assange, tem negado repetidamente.

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O documento está disponível em https://www.dni.gov/files/documents/ICA_2017_01.pdf

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