Extremista declarado culpado do homicídio da deputada britânica Jo Cox

Thomas Mair baleou e esfaqueou deputada trabalhista diversas vezes.

23 de novembro de 2016 às 14:10
23-11-2016_14_07_34 mair.jpg Foto: Direitos Rerservados
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Um tribunal londrino declarou hoje Thomas Mair, um seguidor de ideologias de extrema-direita, culpado do homicídio da deputada trabalhista britânica Jo Cox, defensora da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) e do acolhimento de refugiados.

Jo Cox, de 41 anos, foi atingida a tiro e esfaqueada em 16 de junho, quando participava numa ação da campanha a favor da permanência britânica na UE com eleitores do seu círculo em Birstall (cidade no norte de Inglaterra), uma semana antes da realização do referendo de 23 de junho em que o 'Brexit' (como ficou conhecida a saída britânica do bloco europeu) saiu vitorioso.

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Um júri do Tribunal Central Criminal de Londres deliberou hoje em pouco menos de duas horas que Thomas Mair, de 53 anos, era culpado do homicídio da deputada britânica.

A instância considerou que o atacante, que possuía literatura conotada com a extrema-direita e objetos relacionados com o nazismo, agiu por ideologia política.

No dia do ataque, testemunhas relataram que Mair gritou "o Reino Unido primeiro" antes de atacar a deputada.

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Na primeira audiência no tribunal, o extremista quando se apresentou declarou "morte aos traidores, liberdade para o Reino Unido".

Os jurados indicaram que Thomas Mair declarou-se não culpado, mas os seus advogados não apresentaram qualquer prova em sua defesa.

Na altura, a morte da deputada trabalhista originou a suspensão da campanha política do referendo e o cancelamento da visita que o então primeiro-ministro britânico David Cameron (conservador) tinha planeado a Gibraltar para defender a permanência do país na UE.

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