Líderes regionais alemães pressionam UE a autorizar vacina russa contra a Covid-19
Presidente da Câmara de Berlim, Michael Müller, observou que a Europa "precisa de todas as vacinas" possíveis.
Várias autoridades regionais alemãs exortaram hoje as autoridades europeias a acelerar a avaliação da vacina russa Sputnik V e antecipar a sua distribuição em toda a União Europeia depois de ser aprovada.
"É importante acelerar os procedimentos de aprovação, particularmente no caso da Sputnik V", afirmou o representante da Baviera, Markus Söder, após um encontro dos 16 líderes regionais da Alemanha com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
De acordo com Söder, estudos feitos na Europa sobre a vacina russa mostraram que até agora ela é "altamente segura" e, "em alguns casos, melhor do que as vacinas já aprovadas".
"Precisámos de a aprovar, de forma rápida e eficiente, sem nos afundarmos nos habituais detalhes burocráticos", acrescentou Söder, um possível candidato à sucessão da chanceler, Angela Merkel.
O presidente da Câmara de Berlim, Michael Müller, observou também que a Europa "precisa de todas as vacinas" possíveis.
No início de março, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) lançou uma revisão da vacina Sputnik V com o objetivo de decidir sobre a sua autorização, mas alguns países da UE já a começaram a administrar.
O ministro-presidente da Baviera disse que a aprovação é apenas uma "questão de tempo" e que é importante que a UE se organize para garantir a produção e abastecimento desse fármaco.
"A Europa deve negociar rapidamente e não esperar pela aprovação para agir. Este é um apelo urgente para não deixar escapar outra oportunidade. Se se souber que a produção da Sputnik V está em dificuldades, pode ser oferecida a produção na Alemanha", indicou.
O Fundo Soberano Russo (RDIF) anunciou na segunda-feira ter chegado a acordos de produção para esta vacina com "empresas de Itália, Espanha, França e Alemanha", enquanto aguarda a homologação na UE.
No entanto, os países em causa não confirmaram a assinatura desses acordos.
A UE enfrenta dificuldades no fornecimento da vacinas contra a covid-19 desenvolvidas por grupos farmacêuticos ocidentais.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.682.032 mortos no mundo, resultantes de mais de 121,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt