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Drones ajudam gangs a assaltar casas de luxo

Grupos organizados fazem vigilâncias a habitações antes de atacar, revela Relatório Anual de Segurança Interna.

03 de abril de 2026 às 01:30

"O ano de 2025 destaca-se por um significativo registo de crime de roubo a residência com recurso a arma de fogo. Muitos incidem sobre moradias de luxo, demonstrando os autores um elevado grau de organização e conhecimento dos alvos, através de vigilâncias prévias, inclusive com recurso a drones". A conclusão é do Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 e sintetiza a forma de atuar dos ladrões de casas em Portugal. No total do ano houve 14720 assaltos a casa, 420 deles foram roubos violentos. São mais de 40 casas assaltadas, em média, por cada dia do ano.

De acordo com o documento, os roubos a residências são cometidos por "grupos portugueses" que "têm como alvo pessoas especialmente vulneráveis em razão da idade, surpreendidas no interior das suas casas durante a a madrugada. "As vítimas foram ameaças e agredidas com recurso a armas de fogo, designadamente pistolas e caçadeiras. Os suspeitos procuram sobretudo, dinheiro e artigos em ouro", explica o RASI2025. Quase 40% destes crimes ocorreram no distrito de Lisboa e 13% no do Porto. Abril foi o mês com mais roubos deste género (52), seguido de janeiro (49) e março (47).

Nos furtos - assaltos sem violência -, o destaque vai para os autores: "grupos itinerantes" com grande mobilidade, que viajam "entre países e regiões da Europa" com "conhecimento especializado adquirido ao longo dos anos". "Basicamente o que se verifica é a progressiva profissionalização dos criminosos", que recorrem "a reconhecimento prévio e usam meios de vigilância", conclui o RASI2025. A atuação destes grupos "segue muito uma lógica de ondas e ciclos, consoante a pressão [policial] que incida sobre os mesmos".

Ainda assim, a tendência da última década é de descida. De facto, há uma redução ou estabilização dos assaltos a casas nos últimos dez anos, "influenciada pela disponibilidade e acessibilidade de tecnologia de segurança residencial (câmaras, alarmes, fechaduras inteligentes) e ainda as mudanças nos padrões de vida, com mais teletrabalho e menos ausências prolongadas", admite o RASI2025.

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