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Hernán esteve 8 dias soterrado. Foi salvo por uma guarita de cimento que resistiu ao sismo e ao colapso do prédio

Homem estava preso no estacionamento de um centro comercial em Catia La Mar, onde era segurança. Operação de resgate complexa após sismos começou no domingo e contou com equipa portuguesa.

03 de julho de 2026 às 01:30

O segurança Hernán Gil Flores, que estava soterrado há uma semana nos escombros de um centro comercial em Catia La Mar, na Venezuela, foi esta quinta-feira resgatado numa operação complexa que contou com a ajuda de elementos da Força Operacional Conjunta portuguesa, que durante vários dias não arredaram pé do local.

Dezenas de socorristas, bombeiros, militares e paramédicos de vários países e muitos populares que se juntaram no local para acompanhar as operações irromperam em gritos e aplausos no momento em que Hernán foi retirado dos escombros numa maca e levado para uma ambulância. O segurança, com cerca de 40 anos, estava naturalmente debilitado, mas fisicamente incólume. “Não beliscou uma unha, está ótimo”, disse um socorrista chileno.

Hernán, que tem dois filhos pequenos e trabalhava como segurança no piso inferior do estacionamento do centro comercial, estava dentro da sua guarita de cimento quando ocorreu o primeiro sismo. Foi essa estrutura que o protegeu quando mais de 140 toneladas de destroços desabaram, literalmente, sobre a sua cabeça. Após vários dias na mais completa escuridão, foi localizado no domingo por socorristas portugueses e chilenos, que o mantiveram hidratado e alimentado através de tubos enquanto tentavam laboriosamente abrir caminho para o resgate, numa operação complexa e delicada que sofreu vários revezes devido a desabamentos que colocarem em risco a vida dos operacionais, os quais, mesmo assim, nunca desistiram e na quinta-feira viram o seu esforço recompensado.

Além dos elementos da Força Operacional Conjunta portuguesa, participaram ainda na operação especialistas do Chile, Costa Rica, Venezuela e Estados Unidos.

O resgate de Hernán, uma semana após o duplo sismo que arrasou o norte da Venezuela e fez mais de 2200 mortos, veio trazer novo alento às equipas que participam nas buscas por sobreviventes, numa altura em que começam a diminuir as esperanças de ainda encontrar alguém com vida no meios dos escombros.

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