Moçambique precisa de 12 milhões de euros para plano de contingência da época chuvosa em curso

Última época das chuvas foi marcada pela passagem de uma depressão tropical.

13 de dezembro de 2019 às 11:51
Chuvas intensas em Moçambique lembram o "pesadelo" de um passado recente Foto: JOSÉ JECO/LUSA
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O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) precisa de cerca 900 milhões de meticais (12 milhões de euros) para fazer face à época chuvosa em curso em Moçambique, disse esta sexta-feira à Lusa o porta-voz da entidade.

"Este é um valor que é necessário para questões gerais, entre as quais destaca-se a logística para as nossas atividades e a assistências às pessoas que estão a ser afetadas pelas calamidades", disse Paulo Tomás.

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O plano de contingência do INGC está orçado num valor total de quase 30 milhões de euros, prevendo três cenários: o primeiro é de ventos fortes, inundações localizadas nas vilas e cidades e seca.

O segundo cenário compreende, além de ventos fortes, inundações localizadas e seca, a ocorrência de cheias nas bacias hidrográficas e de ciclones.

O último prevê a junção das calamidades do primeiro e segundo cenários adicionados à ocorrência de sismos.

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"Estamos quase no fim do primeiro período desta época chuvosa e continuamos em contacto com os nossos parceiros para a mobilização do valor restante para o nosso plano de contingência", acrescentou a fonte.

Entre os meses de outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas em alguns pontos do país.

Na última época das chuvas, um total de 714 pessoas morreram e outras 2,8 milhões foram afetadas por calamidades naturais, num período marcado pela passagem dos ciclones Idai e Kenneth, que se abateram sobre o centro e o norte do país.

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Além dos ciclones Idai e Kenneth, que isolados causaram 648 óbitos e afetaram cerca de 1.8 milhões de pessoas em províncias do centro e norte em março e abril deste ano, a última época das chuvas foi marcada também pela passagem de uma depressão tropical (Desmond), seca, sismos, chuvas e ventos fortes, por vezes acompanhados de descargas atmosféricas.

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