Nova reforma agrária tem partidários mas em versão moderna
A Reforma Agrária, que envolveu a ocupação de um milhão de hectares no sul do país, continua a ter partidários, mas de um modelo distinto, 40 anos após o 25 de Abril.
Fernando de Oliveira Baptista, ex-ministro da Agricultura nos IV e V governos provisórios de Vasco Gonçalves (1975), lamentou que o mundo rural esteja hoje "de costas voltadas para a agricultura e para o espaço que o rodeia", sobretudo no Alentejo.
Assiste-se a um "novo fenómeno", ao do Alentejo "cheio de cercas" com o espaço "vedado à sociedade", observou à agência Lusa, defendendo, sem recorrer à expressão reforma agrária, uma "nova relação" com a terra.
A Reforma Agrária arrancou no final de 1974, com as primeiras experiências de ocupação de terras, e ganhou força no ano seguinte, prosseguindo até 1976. No total, foram ocupados mais de 1,1 milhões de hectares no Alentejo, Setúbal e concelhos dos distritos de Lisboa, Santarém, Faro e Castelo Branco.
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