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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Renato Seabra confessou que matou Carlos Castro e justificou que o mutilou para travar o "vírus da sexualidade"

Renato Seabra confessou o crime aos detetives ainda no hospital. Alegou que queria o vírus da homossexualidade.

03 de maio de 2026 às 01:30

Horas depois de ter assassinado o cronista social Carlos Castro com violência, Renato Seabra foi ouvido no hospital Bellevue e confessou o crime cometido a 7 de dezembro de 2011, no hotel Intercontinental, em Times Square, Nova Iorque. O arguido pediu aos médicos que saíssem da sala para dar a sua versão aos detetives. Mostrava-se atormentado e falava ainda em demónios. “O senhor Seabra disse que estava enfurecido e que não conseguia controlar o vírus, a homossexualidade de se espalhar pelo mundo”, alegou o detetive Tirelli durante o julgamento.

O polícia tinha estado momentos antes no quarto do hotel Intercontinental, em Nova Iorque, onde o crime foi cometido e descreveu no tribunal que o espaço estava “virado do avesso”. Renato, de 21 anos, contou depois como assassinou Carlos Castro, de 65. O modelo contou que durou cerca de uma hora e que usou uma garrafa de vinho e o ecrã do computador para agredir o cronista. Também deu uma explicação para o facto de ter mutilado os órgãos genitais da vítima. “Disse que eram os demónios e que depois saiu à rua a dizer que o mundo era agora um lugar melhor, que agora estava tudo certo”, relatou o mesmo detetive.

A testemunha alegou no julgamento que Renato não estava ainda medicado e que demonstrava estar num conflito emocional. Disse que “não era gay, mas amava a vítima” e quis cooperar desde o primeiro momento. “Percebi que existia um conflito interno, no final ele mostrava estar calmo e aliviado”, disse ainda o detetive Tirelli.

Também um outro detetive mencionou esta luta emocional de Renato, mas garantiu que o modelo nunca mencionou ter ouvido vozes. “Ele nunca disse que agiu a mando de Deus ou que o senhor era o diabo”, relatou o detetive Michael Almeida, numa das sessões.

A confissão de Renato foi elaborada com base nas notas que o detetive Tirelli tirou durante o depoimento. Foi feito um relatório, mas Renato nunca o terá lido na íntegra. O interrogatório não foi gravado em vídeo, nem em áudio, mas o detetive Tirelli alegou em tribunal que tal era prática comum. A defesa colocou em causa esta confissão de Seabra._O_juiz considerou depois que o direitos foram lidos ao modelo e que este prestou o depoimento de forma livre.

Revelações que constam dos documentos que serviram de base ao podcast do Observador ‘Os ficheiros do caso Carlos Castro’. Renato Seabra cumpre uma pena que vai dos 25 anos até à prisão perpétua.

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