Oficiais da PSP acusam direção no caso do estatuto
O Sindicato de Oficiais da PSP acusou a direção nacional da PSP de ter um papel "pouco transparente".
Associação Sindical dos Oficiais de Polícia (ASOP) acusou esta quinta-feira a direção nacional da PSP de ter um papel "pouco transparente" no processo de alteração do estatuto profissional, tendo em conta que não dá a conhecer a sua intervenção.
"O papel da direção nacional foi pouco transparente ao não apresentar aos sindicatos o texto originário que apresentou ao Ministério da Administração Interna", disse à agência Lusa o presidente do ASOP, Hélder Andrade.
Dirigentes do ASOP estiveram esta quinta-feira reunidos com a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, no âmbito das negociações sobre o futuro estatuto profissional da PSP.
No início do mês, a ministra apresentou aos sindicatos a proposta do Ministério da Administração Interna (MAI) de alteração ao estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública o que gerou um descontentamento entre os polícias, além de todas as estruturas sindicais se terem manifestado contra o documento e ameçado com ações de protesto nas ruas.
Hélder Andrade adiantou que "não se sabe bem qual foi a intervenção e o papel" da direção nacional da PSP, uma vez que não dá a conhecer aos sindicatos o texto que apresentou ao MAI, apesar de afirmar que é diferente da proposta do MAI.
O presidente do ASOP referiu também que a ministra reconheceu que a proposta inicial "não está correta" e "não vai ao encontro das expetativas dos polícias", estando disponível a alterá-la e retificá-la.
Nesse sentido, pediu à ASOP que apresente propostas, que depois serão analisadas pelo MAI.
Reunião Geral dos sindicatos da PSP
Hélder Andrade afirmou que todos os sindicatos da PSP vão ter uma reunião geral a 07 de abril, devendo sair do encontro uma proposta conjunta para apresentar à ministra.
A ASOP pediu reuniões "com carater de urgência" a todos os grupos parlamentares para os sensibilizar para a questão do estatuto profissional da PSP, tendo hoje de manhã mantido um encontro com o PSD.
A ministra termina a primeira ronda de negociações com os sindicatos na sexta-feira.
O aumento da carga horária, a redução dos dias de férias e a criação de um novo regime de avaliação são alguns dos pontos mais contestados pelos polícias, que exigem que o estatuto consagre a profissão como de risco e de desgaste rápido.
A proposta inicial do MAI prevê também a criação dos postos de agente-coordenador e chefe-coordenador e a dispensa do trabalho noturno dos polícias com mais de 58 anos, mantendo o pedido de passagem à pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 anos de serviço.
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