Oficiais da PSP acusam direção no caso do estatuto

O Sindicato de Oficiais da PSP acusou a direção nacional da PSP de ter um papel "pouco transparente".

26 de março de 2015 às 18:26
ministra,interna Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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 Associação Sindical dos Oficiais de Polícia (ASOP) acusou esta quinta-feira a direção nacional da PSP de ter um papel "pouco transparente" no processo de alteração do estatuto profissional, tendo em conta que não dá a conhecer a sua intervenção.

"O papel da direção nacional foi pouco transparente ao não apresentar aos sindicatos o texto originário que apresentou ao Ministério da Administração Interna", disse à agência Lusa o presidente do ASOP, Hélder Andrade.

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Dirigentes do ASOP estiveram esta quinta-feira reunidos com a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, no âmbito das negociações sobre o futuro estatuto profissional da PSP.

No início do mês, a ministra apresentou aos sindicatos a proposta do Ministério da Administração Interna (MAI) de alteração ao estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública o que gerou um descontentamento entre os polícias, além de todas as estruturas sindicais se terem manifestado contra o documento e ameçado com ações de protesto nas ruas.

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Hélder Andrade adiantou que "não se sabe bem qual foi a intervenção e o papel" da direção nacional da PSP, uma vez que não dá a conhecer aos sindicatos o texto que apresentou ao MAI, apesar de afirmar que é diferente da proposta do MAI.

O presidente do ASOP referiu também que a ministra reconheceu que a proposta inicial "não está correta" e "não vai ao encontro das expetativas dos polícias", estando disponível a alterá-la e retificá-la.

Nesse sentido, pediu à ASOP que apresente propostas, que depois serão analisadas pelo MAI.

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Reunião Geral dos sindicatos da PSP

Hélder Andrade afirmou que todos os sindicatos da PSP vão ter uma reunião geral a 07 de abril, devendo sair do encontro uma proposta conjunta para apresentar à ministra.

A ASOP pediu reuniões "com carater de urgência" a todos os grupos parlamentares para os sensibilizar para a questão do estatuto profissional da PSP, tendo hoje de manhã mantido um encontro com o PSD.

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A ministra termina a primeira ronda de negociações com os sindicatos na sexta-feira.

O aumento da carga horária, a redução dos dias de férias e a criação de um novo regime de avaliação são alguns dos pontos mais contestados pelos polícias, que exigem que o estatuto consagre a profissão como de risco e de desgaste rápido.

A proposta inicial do MAI prevê também a criação dos postos de agente-coordenador e chefe-coordenador e a dispensa do trabalho noturno dos polícias com mais de 58 anos, mantendo o pedido de passagem à pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 anos de serviço.

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