Papéis do Panamá: Hollande promete inquéritos

Investigação revelou bens em paraísos fiscais de 140 responsáveis políticos.

04 de abril de 2016 às 11:08
François Hollande Foto: EPA
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O presidente francês, François Hollande, assegurou esta segunda-feira que as revelações de uma investigação internacional sobre os paraísos fiscais levarão à abertura de inquéritos em França e agradeceu aos denunciantes, congratulando-se com novas "receitas fiscais".

"Todas as informações que forem entregues resultarão em inquéritos dos serviços fiscais e em processos judiciais", declarou Hollande.

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O presidente francês considerou ser "uma boa notícia" o "conhecimento dessas revelações" porque "dará ainda receitas fiscais por parte de quem tem defraudado", sublinhando que em 2015 "20 mil milhões de euros foram notificados a quem defraudou" e que, deste total, o Estado "já recuperou 12 mil milhões de euros".

"Por isso, agradeço aos denunciantes, agradeço à imprensa que se mobilizou e não tenho dúvidas de que os nossos investigadores estão prontos para estudar estes dossiers e casos em prol primeiro do que pensamos ser a moral e também em defesa das nossas finanças públicas", disse ainda.

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Hollande insistiu que os "denunciantes fazem um trabalho útil para a comunidade internacional" e "correm riscos", pelo que "devem ser protegidos".

Uma investigação realizada por uma centena de jornais em todo o mundo sobre 11,5 milhões de documentos revelou bens em paraísos fiscais de 140 responsáveis políticos ou personalidades públicas.

O conjunto de documentos, denominados "Papéis do Panamá", provém da empresa de advogados panamiana Mossack Fonseca.

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Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que reuniu para este trabalho 370 jornalistas de mais de 70 países, mais de 214.000 entidades 'offshore' estão envolvidas em operações financeiras em mais de 200 países e territórios em todo o mundo.

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