Portugal tem o gás mais caro e a segunda electricidade mais onerosa da UE
Aos portugueses, cada 100 kWh custam em média 28 euros. Preço do gás é o sexto mais elevado.
Portugal sucede à Alemanha nos países da UE em que a electricidade é mais cara, já após a harmonização dos resultados tendo em conta o poder de compra de cada país, diz o Eurostat no relatório de preços da energia publicado esta quarta-feira, onde esboça o cenário em 2017. Nesta medida, aos portugueses, cada 100 kWh custam em média 28 euros, apenas abaixo dos 28,8 euros da Alemanha. Segue-se a Bélgica, com 26,4 euros. No extremo oposto está a Finlândia, onde os consumidores pagam apenas 13 euros pela mesma quantidade de energia.
Mas o destaque de Portugal não fica por aqui. Consegue o terceiro lugar noutra rubrica, a carga fiscal. A energia nacional é das que mais sente o peso do Estado, que é responsável por 52% do preço das tarifas. A superar Portugal só a Alemanha, com 55%, e a Dinamarca, com 69%. Do outro lado do espectro está Malta, com impostos que não ultrapassam os 5%. A norma europeia aproxima-se mais do volume de Portugal, com a carga fiscal a representar 40% dos custos da electricidade.
Preço do gás em Portugal é o mais alto da UE
Também no preço gás, Portugal se situa acima da média, exigindo 8 euros por cada 100 kWh que comparam com os 6,3 euros da média europeia. No que toca a esta fonte energética, o país fica em sexto lugar entre os mais caros, em valores brutos. Mas, fazendo o ajuste dos preços ao poder do compra do país, Portugal salta para a liderança da tabela dos preços, com o valor do gás ajustado a 10 euros por cada 100 kWh. Seguem-se Espanha (9,6 euros), Itália (8,9 euros) e a República Checa (8,3 euros).
No que toca à carga fiscal ao nível do bloco, em média 27% do preço do gás na UE tem como destino os cofres do Estados. Portugal está em linha com esta média.
No cômputo geral, o bloco europeu assinala boas notícias para a bolsa dos consumidores, ao registar uma descida média de 0,2% nos preços da electricidade entre a segunda metade de 2016 e o mesmo período de 2017. Já o gás tem uma quebra ligeiramente mais expressiva, de 0,5%.
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