Procuradores pedem pena de morte para o ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol
Ex-governante, que foi deposto e detido em janeiro de 2025, está acusado de rebelião depois de ter tentado impor a lei marcial no país.
Os procuradores pediram esta terça-feira que o ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, seja condenado à pena de morte caso seja considerado culpado pela sua tentativa fracassada de impor a lei marcial no país. A informação é avançada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Um tribunal em Seul ouviu os argumentos finais no julgamento de Yoon, no qual o ex-governante foi acusado de ser o "líder de uma rebelião".
A acusação decorre da tentativa de Yoon, em dezembro de 2024, ter tentado impor um regime militar na Coreia do Sul, um ato que durou apenas algumas horas, mas mergulhou o país numa enorme turbulência política. Posteriormente, Yoon foi destituído pelo parlamento e detido para ser julgado.
Yoon negou as acusações, argumentando que a lei marcial foi um gesto simbólico para chamar a atenção do povo sul-coreano para as irregularidades do partido de oposição.
Liderar uma rebelião, a acusação mais grave contra Yoon, contempla pena de morte ou prisão perpétua e, de acordo com a lei sul-coreana, os procuradores devem pedir ao juiz uma ou outra pena pelo crime.
A Coreia do Sul não executa ninguém há quase 30 anos. Em 1996, o ex-ditador militar Chun Doo-hwan foi condenado à pena de morte por ter tomado o poder num golpe militar em 1979, embora a sentença tenha sido posteriormente alterada para prisão perpétua.
Yoon está detido há um ano e enfrenta vários processos criminais. No mês passado, os procuradores pediram uma pena de 10 anos de prisão para Yoon por obstrução da justiça e outras acusações relacionadas com a sua tentativa de impor a lei marcial.
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