Relatório anual dos direitos humanos da diplomacia dos EUA vai incluir o aborto como abuso
Diretrizes foram divulgadas na quinta-feira pelo Departamento de Estado.
A Administração Trump está a repensar a estratégia em matéria de direitos humanos e pretende catalogar como abusos a mudança de sexo ou o aborto, segundo diretrizes divulgadas na quinta-feira pelo Departamento de Estado.
Washington deu instruções para que subsídios estatais ao aborto, por exemplo, passem a ser consideradas como violações dos direitos humanos na compilação a ser feita para o relatório anual do Departamento de Estado nesta matéria, concretizando a intenção do Presidente norte-americano, Donald Trump, estender à política externa dos EUA os princípios do "America First" (América em primeiro lugar).
A nova Administração republicana tem-se pautado por redirecionar a questão dos direitos humanos, adequando-a às prioridades de Trump em favor de acordos económicos e uma agenda que considera atraentes para a sua base MAGA (Make America Great Again), e tal passa pela revisão completa do aparato de direitos humanos do Departamento de Estado, que há muito era a peça central da promoção tradicional dos valores democráticos pelos EUA.
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