Sobe para 113 o número de pessoas com sintomas de intoxicação nas Caldas da Rainha

Cerca de 80 estão associadas ao evento desportivo internacional "Footmania", realizado entre sábado e quarta-feira, reunindo 1.200 participantes internacionais e acompanhantes, enquanto as restantes pertencem à comunidade local.

09 de julho de 2026 às 15:43
Hospital das Caldas da Rainha Foto: Direitos Reservados
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O número de pessoas com sintomas de intoxicação nas Caldas da Rainha subiu de 65 para 113, revelou esta quinta-feir a Unidade Local de Saúde (ULS) Oeste, que continua a investigar a origem do problema.

"Estão, até ao momento, identificadas 113 pessoas com sintomas compatíveis, número que poderá vir a ser atualizado, uma vez que ainda decorre o contacto à totalidade dos participantes", informou a ULS Oeste à agência Lusa.

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O presidente da câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques, esclareceu que, das 113 vítimas - as primeiras das quais foram detetadas na terça-feira -, 80 estão associadas ao evento desportivo internacional "Footmania", realizado entre sábado e quarta-feira, reunindo 1.200 participantes internacionais e acompanhantes, enquanto as restantes pertencem à comunidade local.

Das 113, 68 pessoas recorreram à urgência, de acordo com a ULS Oeste.

Os sintomas mais frequentes têm sido vómitos, acompanhados de diarreia, náuseas, dores abdominais e dores de cabeça.

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"A evolução clínica tem sido globalmente favorável, sem casos graves e sem necessidade de internamento, não se mantendo, à data, doentes em observação hospitalar", esclareceu a mesma entidade.

As autoridades mantêm o acompanhamento da situação e o contacto às pessoas afetadas, prosseguindo a investigação epidemiológica, laboratorial e ambiental.

"O objetivo é identificar a causa, confirmar a eventual fonte de exposição e assegurar as medidas necessárias para prevenir novos casos".

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De acordo com a ULS Oeste, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizou dois operadores económicos ligados ao evento, "não tendo sido identificadas irregularidades graves nas instalações nem nos alimentos inspecionados".

A Saúde Pública e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) descartaram a hipótese de associação à água da rede pública ou da Lagoa de Óbidos, reiterou o autarca.

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