Criança resgatada sonha agora pertencer à Marinha tailandesa
Futebolistas pedem desculpa aos pais por não lhes terem dito que iam à gruta.
As 12 crianças tailandesas e o treinador de futebol resgatados da gruta inundada na Tailândia, e que estavam internados desde a semana passada, abandonaram o hospital e falaram em conferência de imprensa pela primeira vez após o resgate.
Debaixo de aplausos dos presentes, os jovens apresentam-se revelando as posições em que jogam futebol. E contaram histórias dos quase 20 dias que viveram dentro da gruta. Um deles conta a alegria do momento em que os mergulhadores os encontraram.
"Houve um dia em que estávamos sentados numa rocha, ouvimos pessoas a falar, o treinador disse para nos levantarmos e depois vimos umas pessoas na água, o treinador disse para irmos em direção à luz, ouvimos mais vozes e percebemos que era a nossa ajuda. Agarrei na lanterna do mergulhador e apontei a lanterna para os outros rapazes. Era muito difícil de ver, eu cumprimentei os mergulhadores, disse olá e quando eles saíram da água ficámos todos muito surpreendidos. Pensei que era um milagre... Não sabia o que lhes devia dizer. Ficamos muito contentes com o facto dos mergulhadores nos encontrarem", diz um dos jovens resgatados na gruta.
"Tentei falar com os mergulhadores, mas não sabia falar inglês, pedi ao meu jogador para traduzir a conversa", explicou o treinador.
Os jovens contam que sobreviveram bebendo a água que escorria das paredes da gruta, sem terem acesso a qualquer comida.
Vão ser ordenados monges budistas
A BBC noticia que os sobreviventes vão se ordenados monges budistas por um período limitado. trata-se de uma tradição tailandesa, destinada aos jovens do sexo masculino que tenham passado por um período de infortúnio, para que possam recuperar espiritualmente.
"Queremos pedir desculpa"
Os jovens pediram desculpa aos familiares depois de confirmarem que não tinham dito que iam para a gruta onde acabaram por ficar soterrados. Alguns disseram que iam jogar à bola, outros disseram que iam para uma gruta diferente. Um deles disse que teve medo da reação do pai ao saber a verdade.
Muitos sorrisos perante os jornalistas
Jovens "estão prontos para ir para casa"
"São como meus filhos"
O médico que esteve com as crianças durante os últimos nove dias dentro da gruta confessa que criou laços fortes de cumplicidade com a equipa.
"Durante nove dias, partilhámos muitas coisas. Eles são como meus filhos agora", disse Phak Lohanchun acrescentando que os 13 serão bem-vindos se quiserem visitá-lo em Korat, cidade tailandesa, durante as férias da escola.
O sonho de ser futebolista mudou, agora quer pertencer à marinha
Ekkarat Wongsukchan, de 14 anos, não esquece que foi a marinha tailandesa que o resgatou. O jovem afirma que antes de ter estado na gruta queria ser futebolista, agora quer também pertencer à marinha.
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