page view

Governo reafirma confiança no cumprimento da meta do défice

A ministra salientou que "o segundo semestre costuma ser mais positivo em termos de saldo orçamental".

24 de setembro de 2015 às 15:01

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, reafirmou esta quinta-feira a confiança no cumprimento da meta do défice prevista para este ano (2,7%), reforçando que "não vale a pena tentar assustar as pessoas".

A ministra das Finanças respondia, após o Conselho de Ministros, às dúvidas dos jornalistas depois de ter sido revelado na quarta-feira que o défice de 2014 subiu para 7,2% por causa do Novo Banco e que atingiu 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro semestre de 2015, um valor superior à meta estabelecida pelo Governo para a totalidade do ano.

Maria Luís Albuquerque salientou que "o segundo semestre (do ano) costuma ser mais positivo em termos de saldo orçamental" e que a execução orçamental de agosto, que vai ser conhecida na sexta-feira, deverá reforçar a "convicção de que o défice previsto de 2,7% para o final do ano continua a ser mais do que viável".

Ministra não vê necessidade de assustar as pessoas

Garantiu ainda que não houve qualquer impacto do Novo Banco na dívida de 2014, já que os 3,9 mil milhões de euros que foram "emprestados" ao Fundo de Resolução para a capitalização do banco "era dinheiro que existia nos cofres do Estado e não foi preciso emitir dívida para o ir buscar".

"O efeito em 2014 não tem impacto nem no défice, nem na dívida de 2015, não tem efeito no cumprimento das metas, logo Bruxelas não exige quaisquer medidas compensatórias. O ruído que se tem gerado à volta desse assunto, com o não reconhecimento de algumas partes parece-me claramente de má fé, lamentou dizê-lo. Não vale a pena tentar assustar as pessoas com isso, Bruxelas já confirmou que aquele efeito não conta para o cumprimento das metas", acrescentou a governante.

Maria Luís Albuquerque declarou que o efeito mais importante da venda do Novo Banco "é o reembolso do empréstimo ao Tesouro" e acabar com a incerteza para os bancos sobre se terão, ou não, de suportar custos com a resolução do BES.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8