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Autarcas do Algarve dizem que fim de prospeções de petróleo é "boa notícia"

"É bom para a sustentabilidade da região e para a competitividade do setor turístico", refere o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve.
Lusa 29 de Outubro de 2018 às 12:58
Concessionárias procuram petróleo ao largo da costa portuguesa
Petróleo
Exploração de petróleo em Angola
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O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, considerou esta segunda-feira  "uma boa notícia" para o Algarve o anúncio do abandono do projeto de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur.

"É uma boa notícia para o Algarve. É bom para a sustentabilidade da região e para a competitividade do setor turístico", referiu Jorge Botelho em declarações à Lusa, sublinhando que o anúncio da Galp e Eni "cumpre o que era uma pretensão das autarquias".

A Galp e a Eni anunciaram esta segunda-feira que decidiram abandonar o projeto de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur, no Algarve, numa área denominada por Bacia do Alentejo, já que "as condições existentes tornaram objetivamente impossível" prosseguir as atividades de exploração.

De acordo com Jorge Botelho, o facto de o processo ter sido objeto de "algum escrutínio público e jurídico", através de ações de caráter cívico e de providências cautelares pode ter contribuído para a decisão do consórcio, hoje conhecida.

"A posição dos autarcas, empresários, associações e as ações em tribunal não terão sido alheias a este processo", considerou o também presidente da Câmara de Tavira (PS).

Em agosto, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé tinha deferido a providência cautelar interposta pela Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) para travar o furo de prospeção de petróleo, que estava previsto ter-se iniciado em setembro passado, em Aljezur.

O consórcio liderado pela petrolífera italiana ENI previa iniciar a pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo entre setembro e outubro, após uma preparação com uma duração estimada de três meses, segundo um relatório enviado à Agência Portuguesa do Ambiente.

Em nota divulgada esta segunda-feira, a Galp e a Eni lamentam "a impossibilidade de avaliar o potencial de recursos" no mar português, mas admitem que as condições existentes "tornaram objetivamente impossível prosseguir as atividades de exploração".

As duas empresas escusam-se a fazer "comentários adicionais" dada "a existência de diversos processos judiciais em curso".

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