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PCP lamenta maioria absoluta do PS nos Açores

Jerónimo de Sousa destaca crescimento da CDU.

16 de outubro de 2016 às 22:27

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que as eleições regionais dos Açores ficam marcadas negativamente pela "provável maioria" absoluta do PS e destacou o crescimento eleitoral da CDU.

"Como reiteradamente alertámos, o prolongamento da maioria absoluta não só empobrece a vida política democrática regional como constitui um obstáculo à concretização de medidas e decisões que correspondam às aspirações povo açoriano", afirmou Jerónimo de Sousa.

Numa declaração na sede nacional do PCP, em Lisboa, o secretário-geral comunista assinalou que o resultado da CDU traduziu a "confirmação da sua representação parlamentar" (um deputado) e a "subida em percentagem e no número de votos", de 1,89 por cento para 2,7 por cento.

Jerónimo de Sousa assinalou a eleição do deputado pelo círculo das Flores, em que foi a primeira força política, com 32% dos votos e considerou que o resultado no conjunto da região assegura as condições para dar continuidade ao trabalho em defesa dos interesses" dos açorianos.

"Se aumentamos em percentagem e votos num quadro de uma abstenção tão grande? Quando elegemos um deputado pelo círculo das Flores e ser a primeira força na ilha, dizer que isto é uma derrota, valha-nos Deus", afirmou, após questionado sobre se o resultado em termos globais poderia ser considerado uma derrota para a CDU.

O secretário-geral comunista referiu-se ainda à elevada taxa de abstenção, considerando que "constitui prova da crescente desilusão da descrença dos açorianos face a anos e anos de governação quer do PS quer do PSD".

Para o PCP, o afastamento dos açorianos face ao ato eleitoral deve-se à "ausência de resposta aos seus problemas e ao incumprimento das promessas".

Por essa razão, o PCP considera que a maioria absoluta repetida pelo PS é um fator negativo no resultado das eleições, já que uma maioria absoluta "funciona como um rolo compressor" em que os governantes "não ouvem os outros".

Jerónimo de Sousa lembrou que no período de 1996/2000, sem maioria absoluta, "a contribuição do PCP permitiu aquisições como o acréscimo ao salário mínimo regional ou o adicional às pensões de reforma que ainda hoje perduram".

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