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Advogados da Tempestade Perfeita em debandada por causa da greve

Processo de corrupção na Defesa tem 73 arguidos. Esperaram uma hora sem qualquer informação do Tribunal.

03 de junho de 2026 às 11:20

O julgamento do processo Tempestade Perfeita deveria ter começado na manhã desta quarta-feira, mas nem funcionários do tribunal nem juízes apareceram. Mais de 100 pessoas ficaram à porta da sala de audiências no Campus da Justiça - o processo tem 73 arguidos, 43 pessoas e 30 empresas, todos representados por advogados - sem qualquer informação. Acabaram por ir embora, numa saída em massa, pelas 10h30, depois de três elementos da PSP terem sido chamados uma vez que estavam a fazer barulho que perturbava a sessão do processo Espírito Santo que se realizava na sala ao lado.

Segundo o CM apurou, houve arguidos que vieram da Suíça. Mas nenhum dos arguidos ou dos advogados recebeu qualquer informação oficial ou institucional de que a sessão não se iria realizar. De acordo com a lei processual, as partes podem abandonar o tribunal caso não seja feita chamada pelo funcionário judicial nos 30 minutos a seguir à hora marcada para o início da sessão de julgamento.

Fonte do tribunal admitiu que houve uma falha de comunicação e que os advogados e arguidos não deveriam ter subido para o piso onde se iria realizar a sessão sem se saber que a mesma ia acontecer.

O processo Tempestade Perfeita julga crimes de corrupção, branqueamento de capitais, peculato e falsificação de documentos num esquema que envolve responsáveis da Direção-Geral de Recursos da Defesa na reabilitação do hospital militar de Belém e outras obras.

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