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Rui Horta e Costa renuncia aos CTT após notícia do CM

Alega motivos pessoais para abandonar o cargo, mas é arguido na Operação Marquês.

08 de fevereiro de 2017 às 14:50

Rui Horta e Costa r

enunciou ao cargo de administrador não executivo dos CTT esta quarta-feira. A informação é confirmada pelos próprios CTT que, em comunicado, garantem que abandona o cargo por "motivos pessoais". A saída é definitiva, tendo em conta que o mesmo também garante não estar disponível para exercer o posto nos próximos anos.

"Horta e Costa comunicou hoje a esta Sociedade a sua renúncia ao cargo de Administrador Não Executivo dos CTT, assim como a sua indisponibilidade para o exercício de idênticas funções no mandato 2017-2019, por motivos pessoais supervenientes à divulgação ontem efetuada das Recomendações da Comissão de Governo Societário, Avaliação e Nomeações do Conselho de Administração dos CTT", é dito.

O CM desta quarta-feira noticiava que Rui Horta e Costa é o 21.º arguido da Operação Marquês, indiciado pelos crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O também antigo administrador do resort Vale do Lobo é suspeito de, a par de Diogo Gaspar Ferreira, ter promovido o pagamento ilícito de dois milhões de euros a Armando Vara e Carlos Santos Silva, através de uma parcela de dinheiro não declarada no negócio de venda de um lote de terreno em Vale do Lobo ao holandês Sander van Gelder. 

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