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António Costa recebido em Loulé com protestos

Manifestações contra demolições na Ria Formosa e exploração de petróleo.

14 de maio de 2016 às 19:06

O secretário-geral do Partido Socialista foi recebido em Loulé por mais de uma centena de manifestantes em protesto contra as demolições na Ria Formosa e a exploração de petróleo.

Antes de se apresentar junto dos socialistas algarvios, para apresentar a sua moção de recandidatura à liderança do partido, António Costa reuniu-se com representantes dos movimentos contra as demolições nas ilhas-barreira da Ria Formosa e contra a prospeção e exploração de hidrocarbonetos em terra e mar no Algarve, mas não fez declarações aos meios de comunicação. O presidente da Associação da Ilha do Farol de Santa Maria, Feliciano Júlio, saiu da reunião satisfeito com a promessa feita pelo também primeiro-ministro de que vai promover negociações com as associações de moradores das ilhas e que até ao verão não haverá mais demolições.

"O que nós sempre pedimos foi que houvesse diálogo com as pessoas, o que não existiu no anterior governo", comentou o presidente da Associação de Moradores do Núcleo dos Hangares, José Lézinho.

A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP), que reúne várias associações algarvias, entregou uma carta com argumentos contra a prospeção de petróleo e apelou para que os contratos de prospeção e exploração de hidrocarbonetos em terra e mar sejam "rasgados".

No final da reunião com António Costa, João Eduardo Martins, membro da PALP disse querer que o poder político, que se tem mostrado a favor da recusa da exploração de petróleo e gás natural, passe das palavras para as ações.

"O primeiro-ministro disse-nos que o Governo está a trabalhar junto da Procuradoria-Geral da República, mas sobretudo centrado nos contratos em terra, e nós estamos muito preocupados porque a prospeção no mar já vai começar em outubro, pelo concessionário Repsol/Partex", contou.

Aquele elemento da PALP apelou para que António Costa e Silva, da PARTEX, possa recuar na exploração afirmando acreditar que será um desastre para o turismo e para a região.

Quanto à possibilidade de rescisão dos contratos com pagamento de indemnizações, João Eduardo Martins disse, a título pessoal, que "mais vale negociar 'à priori' o rasgar dos contratos e ter algum prejuízo do que ter um prejuízo dantesco acabando de vez com a região".

Costa diz que oposição só agora acordou para problemas nacionais

O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, disse este sábado em Loulé, distrito de Faro, ficar sempre surpreso quando a atual oposição alerta para os problemas da economia nacional.

"Fico sempre surpreendido por ver que, de repente, aqueles que estavam no Governo ainda há poucos meses descobriram problemas na economia portuguesa", ironizou acrescentando, "bastava terem-nos dado ouvidos ao longo de quatro anos para saberem".

As afirmações foram proferidas na reunião com os socialistas algarvios para a apresentação da moção "Cumprir a alternativa, consolidar a esperança" com que António Costa se recandidata à liderança socialista portuguesa.

"É precisamente por isso, que nós quisemos governar, que temos um programa para resolver os problemas que afetam a economia nacional", vincou.

António Costa disse que perante uma economia mundial inquieta é necessário travar a queda e garantir uma evolução positiva. As empresas nacionais deparam-se com um aumento de exportações dentro da Europa e com o desaceleramento no Brasil, na China e em Angola, razão que levou o Governo a apostar no mercado interno.

No futuro próximo, o líder socialista aponta como desafio interno as próximas eleições autárquicas, tendo deixado uma mensagem de alento aos socialistas algarvios para que possam fortalecer a sua presença autárquica.

O secretário-geral do PS diz que o combate que o país tem pela frente é combate para uma década para que seja possível resolver os problemas nacionais pela raiz e fez um balanço positivo dos seis meses do Governo que lidera.

A nível europeu, António Costa considera que se acumulou um excesso de crises, entre elas, a crise de valores.

"Quem sacrifica os valores, sacrifica o projeto da Europa", afirmou em tom de alerta dirigido tanto para a questão dos refugiados como a do terrorismo.

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