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Antropólogo britânico recorda o "Paradoxo FRETILIN" de 1975

David Hicks esteve em Lisboa e recordou ainda quando previu a invasão indonésia num artigo que não foi publicado.
Lusa 9 de Janeiro de 2015 às 20:00

O antropólogo britânico David Hicks, conhecedor da realidade timorense, referiu-se esta sexta-feira em Lisboa aos primeiros tempos da FRETILIN como um "partido paradoxo" e recordou quando previu a invasão indonésia num artigo que não foi publicado.

Na conferência "O Paradoxo FRETILIN", organizada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, David Hicks recordou os momentos cruciais do período entre 1974 e 1975 em Timor-Leste e concluiu que o partido que decretou a independência unilateralmente (28 de novembro de 1975) e que teve como origem a ASDT (Associação Social Democrata Timorense) demonstrou capacidades de governação que não foram compreendidas na época.

"A mim surpreendeu-me a forma como o Comité Central da FRETILIN 'governou' Timor-Leste quando o governador português retirou para o ilhéu de Ataúro (11 de agosto de 1975). Este é o 'paradoxo': pareciam tão imaturos como militantes mas depois eram outra coisa. Tomavam conta dos órfãos, ocupavam-se da distribuição de alimentos e envolveram-se profundamente na questão política internacional, sobretudo com a Indonésia", considera Hicks, do Departamento de Antropologia da Universidade Stony Brook, Nova Iorque.

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